sábado, 10 janeiro 2026

Bocalom vai gastar R$ 1,3 milhão para recuperar ponte do Judia que foi inaugurada há pouco mais de 1 ano

Por André Gonzaga, da Folha do Acre

Estrutura inaugurada em setembro 2024 volta a receber reparos após problemas recorrentes na cabeceira

O Diário Oficial do Estado (DOE) publicou nesta sexta-feira (9/1) uma ordem autorizando a empresa J. C. O. Paz Engenharia Construções e Comércio Eireli a executar serviços de contenção e estabilização na cabeceira da ponte Almir Ferreira Resende, sobre o Igarapé Judia, em Rio Branco. O contrato, no valor de R$ 1.369.227,73, prevê prazo de 60 dias para conclusão.

A obra foi inaugurada em 30 de setembro de 2024, com promessa de garantir acesso seguro durante as cheias e substituir a antiga estrutura de madeira que isolava comunidades. Com 88 metros de extensão e custo superior a R$ 7,5 milhões, foi celebrada pela prefeitura da capital como solução definitiva para o Segundo Distrito.

Menos de seis meses depois, em março de 2025, a cabeceira cedeu após uma enchente e precisou de reparos emergenciais. O Executivo chegou a estabilizar o aterro, mas novas erosões foram registradas em abril, exigindo reforço contínuo.

A ponte liga os bairros Canaã e Belo Jardim e facilita o acesso a mais de 20 comunidades. Para os moradores, ela representa mobilidade e segurança, especialmente para serviços de emergência como Samu, bombeiros e polícia. Antes, em períodos de cheia, a travessia só era possível de canoa.

Apesar dos benefícios, a sequência de intervenções em tão pouco tempo acendeu alerta. A prefeitura afirma que os reparos foram necessários devido à força da enchente, mas vozes da comunidade apontam que obras desse porte deveriam resistir a eventos recorrentes na região.

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