Após a informação que circula nos bastidores políticos de que a direção nacional do Partido Liberal (PL) poderia vetar a candidatura do prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, ao governo do Estado, e de que o interesse maior da sigla seria concentrar esforços na eleição de um senador nas próximas eleições, Bocalom questionou a possibilidade de ter sua candidatura barrada e destacou sua trajetória política.
“Como se fechará a porta de uma candidatura que se mostra vitoriosa em função da experiência, conhecimento em todo estado, práticas com dinheiro público sem nunca ter se envolvido em nenhum escândalo de malversação do dinheiro público, grandes resultados em 5 mandatos à frente dos executivos em Acrelândia e Rio Branco, que sempre defendeu o mesmo projeto de Produzir para Empregar, além do mais direita que vem da antiga ARENA e PDS”, afirmou Bocalom ao Blog do Crica.
Ele também destacou sua proximidade com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “Eu já pedi votos para Bolsonaro em 2018 e já era um discípulo dele há algum tempo”, completou.
Apesar da defesa pública, os números das pesquisas eleitorais mostram cenários distintos. Em levantamento realizado em dezembro de 2025, Bocalom aparece com 42,89% das intenções de voto na pesquisa estimulada. No entanto, em um cenário de confronto direto com o senador Alan Rick (Republicanos), o prefeito ficaria atrás, com 26,68%, enquanto o adversário lideraria a disputa.
O estudo também apontou o índice de rejeição entre os pré-candidatos. Tião Bocalom surge como o mais rejeitado, com 29,30% dos eleitores afirmando que não votariam no atual prefeito de Rio Branco para o governo do Estado.
