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Bittar diz que percorreu mais de 40 km no primeiro dia de caminhada por anistia de Bolsonaro

Senador do Acre se une a Sebastião Coelho e outros aliados em marcha pela anistia a Bolsonaro

O senador Márcio Bittar (PL) segue firme na chamada caminhada pela liberdade, que pretende chegar a Brasília (DF) no domingo (25/1) para uma manifestação em defesa da anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

A marcha, iniciada em Paracatu (MG), reúne deputados e apoiadores da direita conservadora. Dos 200 quilômetros previstos, a comitiva já avançou mais de 70, em jornadas de cerca de 40 na última terça (20/1), e outros 32 devem ser percorridos nesta quarta (21/1).

Bittar se apresenta como voz do Acre nesse movimento, destacando que a mobilização é também um recado para sua base eleitoral. “Brasil tem coisas muito erradas e nós vamos lutar até o dia que conquistarmos a anistia ampla, geral e irrestrita”, disse.

O encontro com Sebastião Coelho marcou a etapa mais recente da jornada.

O desembargador aposentado, que deixou o Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF) em 2022, ganhou notoriedade por críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e por sua participação em manifestações em frente a quartéis militares antes da tentativa de golpe.

Investigado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por incitação à ruptura do Estado Democrático de Direito, ele se tornou advogado de réus ligados ao episódio e chegou a ser detido em 2025 após interromper julgamento na Suprema Corte.

Na caminhada, Coelho exaltou a iniciativa e elogiou o mandato de Bittar. “É um grito de alerta para o Brasil”, disse. O senador respondeu com promessa de continuidade. “Pessoas no Brasil estão sendo presas, condenadas por crimes que não cometeram. Isso vai ter que acabar.”

A presença de Bittar ao lado de figuras como Nikolas Ferreira (PL-MG) e Gustavo Gayer (PL-GO) reforça o caráter político da marcha. O parlamentar insiste em seguir até o fim da estrada, convencido de que cada quilômetro percorrido é também um gesto de desafio às decisões do STF.

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