O senador Márcio Bittar (PL) anunciou nesta terça (20/1) que se juntará à caminhada de 200 quilômetros pela anistia e liberdade dos presos ligados aos acontecimentos de 8 de janeiro de 2023. O caso, já julgado pelo Supremo Tribunal Federal, condenou 1.399 pessoas por tentativa de golpe de Estado na capital federal, após a invasão das sedes dos três Poderes.
A manifestação, que mobiliza a direita conservadora do país, começou na última segunda (19/1) em Paracatu (MG) e deve ser finalizada no domingo (25/1) em Brasília (DF).
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Bittar afirmou ter cancelado compromissos durante o recesso parlamentar de janeiro para se unir aos deputados Nikolas Ferreira (PL-MG) e Gustavo Gayer (PL-GO), além de classificar como injusta a prisão de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Ele e todos os manifestantes do 8 de janeiro são presos políticos que estão pagando por um crime que não cometeram”, declarou.
De acordo com o senador, a caminhada será marcada pela ideia de persistência diante do que chama de tirania do Judiciário. Com isso, ele busca ampliar a visibilidade de um movimento que, para seus apoiadores, representa resistência e defesa da democracia. Para críticos, trata-se de uma tentativa de reescrever os fatos de janeiro de 2023.
A marcha deve se estender pelos próximos dias, com previsão de chegada à capital federal no domingo (25/1), quando está programada uma manifestação.
Oposição critica ato
A iniciativa, no entanto, recebeu críticas da oposição. O deputado Rogério Correia (PT-MG) comparou o ato às mobilizações históricas do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). “Essa peregrinação não vai comover o país. Serve apenas como cortina de fumaça para esconder crimes”, afirmou.
Correia lembrou que o MST realizou jornadas semelhantes em defesa da democracia e da reforma agrária, como a Marcha Nacional Lula Livre, em 2018, que reuniu milhares de pessoas em Brasília pela liberdade do então ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Três anos depois, o líder do Partido dos Trabalhadores teve as condenações anuladas pelo STF, que entendeu que o processo tramitava fora da jurisdição correta e que o juiz Sérgio Moro, responsável pelo processo, agiu de forma parcial na condução.
