segunda-feira, 5 janeiro 2026

Atendimentos por síndrome gripal crescem mais de 11% no Acre em 2025, aponta boletim epidemiológico

Por Kauã Lucca, da Folha do Acre

O Acre registrou um aumento significativo na procura por atendimentos relacionados à síndrome gripal em 2025. De acordo com o boletim epidemiológico das síndromes respiratórias divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), o número de consultas cresceu 11,23% em comparação com o mesmo período do ano passado.

Até a 49ª semana epidemiológica, encerrada em 13 de dezembro, foram contabilizados 26.506 atendimentos por quadros gripais no estado. Em 2024, no mesmo intervalo, haviam sido registrados 23.830 atendimentos, indicando maior circulação de vírus respiratórios ao longo deste ano.

O levantamento aponta que o crescimento foi mais expressivo entre jovens de 20 a 29 anos, faixa etária que liderou a busca por atendimento nas unidades sentinelas, principalmente por sintomas leves de gripe.

As análises laboratoriais reforçam o cenário de ampla circulação viral. Os exames identificaram a presença simultânea de diversos agentes infecciosos, com predominância de rinovírus, influenza B, Covid-19, vírus sincicial respiratório (VSR), além de influenza A e adenovírus. Segundo a Sesacre, essa diversidade de vírus contribuiu diretamente para o aumento da demanda ambulatorial observado ao longo de 2025.

Em contrapartida, os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que exigem internação hospitalar, apresentaram redução. Entre as semanas epidemiológicas 1 e 49, foram registradas 2.355 notificações neste ano, número inferior ao observado em 2024, quando o estado contabilizou 2.707 casos.

Entre os pacientes hospitalizados, os vírus mais frequentemente identificados foram rinovírus, VSR, SARS-CoV-2 e adenovírus, associados a quadros clínicos como pneumonia, bronquite e bronquiolite.

O monitoramento da circulação viral no Acre é realizado por meio das unidades sentinelas instaladas na UPA do 2º Distrito, em Rio Branco, na UPA Jacques Pereira, em Cruzeiro do Sul, e no Hospital Raimundo Chaar, em Brasiléia. Essas unidades servem como base para o acompanhamento contínuo do comportamento das síndromes respiratórias no estado.

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