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Após conflito entre facções no Belo Jardim, Sejusp diz que reforçou policiamento no bairro

Acre apresenta avanços na segurança pública, aponta Observatório de Análise Criminal do Ministério Público. Foto: Dhárcules Pinheiro/Sejusp

A Secretaria de Justiça e Segurança Pública do Acre (Sejusp) afirmou que reforçou as ações policiais no bairro Belo Jardim, no Segundo Distrito de Rio Branco, após registros de incêndios criminosos, expulsão de famílias e relatos de medo entre moradores. Segundo o órgão, há inquérito policial em andamento, com suspeitos já identificados, e operações ostensivas em curso na região.

Em entrevista, o diretor operacional da Sejusp, Atahualpa Ribeiro, explicou que os episódios registrados no bairro estão relacionados à disputa entre grupos criminosos rivais, após a saída de um integrante de uma facção para outra.

“Não se trata de queima indiscriminada de casas. Houve uma represália entre grupos criminosos após a mudança de um integrante de facção, e, a partir disso, ocorreram os incêndios”, afirmou.

Segundo ele, as forças de segurança atuam em três frentes: ações preventivas do 2º Batalhão da Polícia Militar, operações ostensivas com apoio do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e investigação conduzida pela Polícia Civil.

“Temos policiamento permanente no bairro, operações com Rotam e Giro, além da repressão qualificada da Polícia Civil, que já identificou pessoas envolvidas e encaminhou os nomes ao Poder Judiciário”, disse.

De acordo com o diretor, prisões podem ocorrer, mas dependem de autorizações judiciais e do avanço das investigações.

“Alguns nomes já estão com o Judiciário. Estamos aguardando os despachos para que possamos fazer prisões e cumprir mandados”, completou.

Famílias afetadas e dificuldade de registros

A Sejusp reconheceu dificuldades para identificar todas as famílias atingidas, devido ao medo e à chamada lei do silêncio imposta por grupos criminosos. Segundo o órgão, apenas recentemente houve o registro formal de ocorrência.

“Precisamos de informações formais, como nomes e dados. Muitas pessoas não registram por medo de represálias”, explicou Atahualpa Ribeiro.

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