Parlamentar concluiu caminhada entre Minas e Brasília e afirmou que não se trata apenas de eleições, mas das próximas gerações
O senador Márcio Bittar (PL) publicou neste domingo (25/1) um vídeo em suas redes sociais no qual faz um balanço da caminhada de 240 quilômetros entre Paracatu (MG) e Brasília (DF). A jornada, marcada por chuva, sol e pés feridos, foi apresentada por ele como símbolo de resistência e como metáfora para o que chama de luta contra injustiças no país.
No discurso, reconheceu o desgaste físico da travessia, mas destacou que considera mais doloroso ver apoiadores de Jair Bolsonaro condenados a penas longas. Ele citou casos de homens e mulheres que receberam sentenças de 14 a 17 anos de prisão, classificando-as como mais severas do que as aplicadas a crimes violentos.
Para o parlamentar, o sofrimento do ex-presidente, que enfrenta problemas de saúde, é exemplo das dificuldades enfrentadas por sua base política. Bittar afirmou que continuará atuando em defesa do que entende ser liberdade e justiça. “Não se trata das próximas eleições, se trata das próximas gerações”, disse, reforçando que não vai desistir da mobilização.
Na legenda que acompanhou o vídeo, o parlamentar exaltou o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), organizador da marcha, e afirmou que o ato reacendeu a esperança. Citou ainda uma frase do escritor conservador Olavo de Carvalho: “Não parar, não precipitar, não retroceder… Quem dura mais, vence”.
A caminhada foi parte da chamada Marcha pela Liberdade. Dados do Monitor do Debate Político e da ONG More in Common calculam que o ato reuniu 18 mil pessoas na praça do Cruzeiro, ponto final do evento na região central de Brasília.

