segunda-feira, 26 janeiro 2026

Antônia Lúcia apresenta projeto para criar seguro de carreira na educação pública

Por André Gonzaga, da Folha do Acre

Proposta prevê indenização em casos de morte, invalidez ou violência e cria fundo nacional para custeio

A deputada federal Antônia Lúcia (Republicanos-AC) protocolou o Projeto de Lei 5921/2025, que institui o seguro de carreira para profissionais da educação pública. O projeto tramita em regime ordinário e será analisado pelas comissões de Educação, Finanças e Tributação e Constituição e Justiça. Se aprovado nesses colegiados, poderá seguir direto para o Senado sem passar pelo plenário da Câmara, salvo recurso.

A medida pretende oferecer proteção financeira a professores, técnicos, gestores e demais trabalhadores das redes federal, estaduais e municipais, incluindo contratados temporários em efetivo exercício. O seguro abrangerá situações de morte, invalidez permanente, doenças ocupacionais, violência física ou psicológica no ambiente escolar e ocorrências durante estados de emergência ou calamidade pública.

Em caso de falecimento ou incapacidade total, a indenização corresponderá a 18 vezes o salário bruto mensal do profissional. Para invalidez parcial, o valor será calculado conforme tabela técnica definida em regulamento. Para viabilizar os pagamentos, o projeto cria o Fundo de Seguro de Carreira da Educação (FSCE), vinculado ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

O fundo será composto por recursos da União, transferências voluntárias de estados e municípios, doações públicas e privadas e rendimentos de aplicações financeiras. A gestão deverá seguir critérios de transparência, com prestação de contas anual ao Tribunal de Contas da União (TCU).

Na justificativa, a parlamentar destaca que “professores, técnicos, gestores e demais trabalhadores da educação não apenas formam as futuras gerações, mas atuam em ambientes de alta pressão, frequentemente sem o devido reconhecimento institucional”. Ela cita ainda pesquisas recentes que revelam altos índices de estresse e ansiedade entre docentes, além de casos graves de violência nas escolas, o que reforça a necessidade de uma política nacional.

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