Rios transbordam em Feijó e Tarauacá, enquanto outras cidades seguem em monitoramento
A força das águas voltou a impor limites ao cotidiano no interior do Acre. Em Feijó e Tarauacá, os rios ultrapassaram a marca de segurança e atingiram casas de moradores, que foram encaminhados para acolhimento. Em outras localidades, como Assis Brasil, Brasiléia e Xapuri, o cenário é de vigilância constante diante da possibilidade de novas enchentes.
Na tarde da última terça (13/1), o Rio Envira alcançou 12,39 metros. Com isso, mais de 120 famílias foram afetadas, entre zona urbana, rural e aldeias de Feijó. Duas delas permanecem em abrigo municipal. Hoje, porém, o nível recuou para pouco mais de 12 metros, mas ainda inspira cuidados.
No município vizinho, o Rio Tarauacá está um metro acima da cota de transbordo nesta quarta (14/1), com 10,37 metros. Três famílias já buscaram ajuda e a Defesa Civil mantém atenção especial às áreas próximas ao leito.
Assis Brasil acompanha o Rio Acre em vazante, com 7,37 metros. Pequenos igarapés chegaram a transbordar durante as chuvas, mas foram controlados. Já em Brasiléia falta apenas 23 cm para o manancial entrar em estado de alerta.
A mediação mais recente é de 9,57 metros. Mas, até agora, não houve registro de ruas alagadas ou pessoas desabrigadas.
Também houve elevação na cidade de Xapuri, com 9,72 metros. Mesmo abaixo das marcas críticas, a Defesa Civil alerta que o quadro depende diretamente da intensidade das chuvas nas cabeceiras.
A partir dessa realidade, o governo Lula reconheceu situação de emergência em cinco municípios: Feijó, Tarauacá, Plácido de Castro, Porto Acre e Santa Rosa do Purus. A medida, publicada no Diário Oficial da União (DOU), garante acesso a recursos para assistência humanitária, recuperação de áreas atingidas e apoio logístico.
