Total de armamentos recolhidos diminuiu em relação ao ano anterior, segundo dados oficiais
O Acre fechou 2025 com 514 armas de fogo confiscadas, uma queda de 11,53% em comparação a 2024, quando foram retiradas de circulação 581 peças. Os dados, divulgados pelo Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), apontam para uma tendência de retração nas ações policiais, embora o número ainda seja expressivo.
A comparação anual mostra que, apesar da diminuição, o problema segue presente em diferentes áreas do estado. Em 2024, janeiro e novembro registraram os maiores volumes, ambos com 64 apreensões. Já em 2025, novembro voltou a liderar, com 56 armas recolhidas, seguido de outubro, com 55. O mês de menor atividade foi setembro, com 32 ocorrências.
O perfil do armamento ajuda a entender o cenário. Em 2024, espingardas, pistolas e revólveres concentraram a maior parte das apreensões. Em 2025, o padrão se repetiu, mas com números menores: 116 pistolas, 111 espingardas e 105 revólveres. A categoria “outras armas”, que reúne diferentes modelos, somou 160 registros no último ano.
Carabinas apresentaram crescimento, passando de 14 para 20 unidades, enquanto fuzis e metralhadoras apareceram apenas uma vez cada.
Os números indicam que, embora haja uma redução geral, a presença de armamento continua relevante. A comparação entre os dois anos evidencia que o desafio da segurança pública persiste, exigindo estratégias contínuas para limitar o acesso às armas e reduzir os riscos à população.
Com esse panorama, o Acre inicia 2026 diante de uma realidade que mistura avanços pontuais e permanência de problemas estruturais. A queda nas apreensões não significa ausência de armas, mas revela um quadro complexo, em que cada dado carrega histórias de violência evitada e de vulnerabilidade ainda existente.

