Em 2025, oito de cada dez reais da arrecadação pública vieram de Brasília. No exercício seguinte, essa proporção caiu para sete em cada dez.
O Acre segue vivendo sob forte influência dos cofres federais. Os dados da Lei Orçamentária Anual (LOA), publicados no Diário Oficial, mostram uma leve mudança de cenário, mas ainda revelam um território que não consegue caminhar sem o apoio da União.
Em valores, a arrecadação prevista para 2025 foi de R$ 13,27 bilhões. Desse total, R$ 10,13 bilhões vieram por meio de transferências de Brasília. Neste ano, o caixa estadual subiu para R$ 14,5 bilhões, com R$ 10,36 bilhões oriundos de repasses do governo Lula.
A diferença está no avanço das entradas próprias, como tributos locais e contribuições previdenciárias, que passaram de R$ 3,14 bilhões para R$ 4,14 bilhões.
Os recursos da União sustentam áreas essenciais. Educação, saúde, assistência social e segurança dependem diretamente de programas como Fundeb, SUS e convênios nacionais. Sem esse dinheiro, escolas, hospitais e serviços básicos ficariam comprometidos.
Do lado da arrecadação interna, o destaque é o ICMS, principal tributo estadual, além do IPVA, taxas e contribuições previdenciárias. Esse conjunto ajudou a reduzir a dependência, mas ainda não garante autonomia financeira.
O dado central é simples, o Acre continua dependente de Brasília. A queda de nove pontos percentuais entre 2025 e 2026 mostra esforço para ampliar a arrecadação própria, mas não muda o quadro de atenção.

