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Acre gerou mais de 5 mil empregos formais em 2025, aponta Novo Caged

O estado do Acre encerrou o ano de 2025 com saldo positivo de 5.058 novos empregos com carteira assinada, segundo dados divulgados na última quinta-feira, 29, pelo Ministério do Trabalho e Emprego, por meio do Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). O resultado decorre de 57.198 admissões e 52.140 desligamentos registrados ao longo do ano.

O desempenho positivo foi impulsionado principalmente pelo setor de Serviços, responsável pela criação de 3.740 vagas formais. Em seguida aparecem o Comércio, com 957 novos postos, a Agropecuária, com 188 vagas, e a Indústria, com 176. A Construção Civil foi o único grande setor a apresentar saldo negativo no período, com a perda de uma vaga.

Na distribuição por perfil, as mulheres lideraram a geração de empregos no estado, com 2.698 novas contratações, enquanto os homens responderam por 2.360 vagas. Trabalhadores com ensino médio completo concentraram a maior parte das admissões, ocupando 4.309 dos novos postos. A faixa etária com maior inserção no mercado formal foi a de jovens entre 18 e 24 anos, que preencheram 3.776 vagas.

Entre os municípios, Rio Branco apresentou o maior saldo de empregos formais em 2025, com 1.919 novas vagas, elevando o estoque local para cerca de 79 mil vínculos ativos. Sena Madureira registrou 1.675 postos, seguida por Cruzeiro do Sul (715), Brasiléia (208) e Epitaciolândia (185).

No cenário nacional, o Brasil criou 1.279.498 empregos formais em 2025, resultado de 26,59 milhões de admissões e 25,32 milhões de desligamentos. O estoque total de trabalhadores com carteira assinada passou de 47,19 milhões para 48,47 milhões, crescimento de 2,71% no período.

Todas as regiões do país apresentaram saldo positivo. O Sudeste liderou a geração de vagas, com 504,97 mil postos, seguido pelo Nordeste (347,94 mil), Sul (186,12 mil), Centro-Oeste (149,53 mil) e Norte (90,61 mil). Entre os estados, São Paulo registrou o maior saldo absoluto, com 311.228 vagas, seguido por Rio de Janeiro (100.920) e Bahia (94.380). As maiores taxas de crescimento percentual foram observadas no Amapá (+8,41%), Paraíba (+6,03%) e Piauí (+5,81%).

O setor de Serviços concentrou a maior parte dos empregos criados no país, com 758.355 novas vagas. Dentro desse grupo, as áreas de informação, comunicação, atividades financeiras e administrativas responderam por 318.460 postos, enquanto a administração pública, educação, saúde e serviços sociais somaram 194.903 vagas.

A Indústria registrou crescimento de 144.319 empregos formais, a Construção Civil adicionou 87.878 vagas e a Agropecuária ampliou o quadro em 41.870 postos.

Em dezembro, mês tradicionalmente marcado por retração no mercado de trabalho formal, o país fechou com saldo negativo de 618.164 vagas. As perdas atingiram homens e mulheres e se concentraram principalmente nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, além dos setores de Serviços, Indústria e Construção Civil.

O salário médio real de admissão em dezembro foi de R$ 2.303,78, com leve recuo em relação a novembro, mas crescimento de 2,55% na comparação com dezembro de 2024.

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