Pelo segundo mês consecutivo, o Acre registrou mais demissões do que contratações no mercado formal de trabalho. Dados de novembro do Novo Caged, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, mostram a perda líquida de 74 vagas com carteira assinada no estado.
No período, foram contabilizadas 4.555 admissões e 4.629 desligamentos. Em outubro, o estado já havia interrompido uma sequência de oito meses de saldo positivo, quando encerrou o mês com a eliminação de 172 postos formais.
Desempenho por setor
Entre os grandes grupamentos econômicos, o setor de serviços voltou a apresentar resultado positivo, com 2.381 contratações e 2.314 demissões, saldo de 67 vagas. O comércio também fechou no azul, ao registrar 1.331 admissões frente a 1.123 desligamentos, o que representou ganho líquido de 208 postos de trabalho.
O resultado negativo do mês foi puxado pela construção civil. O setor teve 414 contratações e 786 demissões, encerrando novembro com saldo de 372 vagas extintas. Já a indústria apresentou estabilidade, com 242 admissões e 243 desligamentos, o que resultou na perda de uma vaga.
A agropecuária foi o segmento com menor volume de movimentações, registrando 187 contratações e 163 demissões, com saldo positivo de 24 postos.
Situação nos municípios
No recorte municipal, Rio Branco concentrou a maior parte das movimentações do estado e fechou novembro com saldo positivo de 300 vagas, após 3.385 admissões e 3.085 desligamentos.
Em Cruzeiro do Sul, o segundo maior município acreano, o mercado formal também apresentou crescimento, com saldo de 36 vagas, resultado de 283 contratações e 247 demissões.
Na contramão, Bujari registrou um dos piores desempenhos proporcionais do estado. O município contabilizou 153 admissões e 314 desligamentos, encerrando o mês com saldo negativo de 161 vagas.
