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Rio Acre recua para 14,56 metros, mas Centro Nacional de Monitoramento mantém alerta para 1º de janeiro

Volume de chuvas supera a média mensal e governo do Estado intensifica monitoramento no Acre. Foto: Pedro Devani/Secom

Defesa Civil inicia retorno de famílias e desmobiliza abrigos, mas chuvas previstas mantêm atenção

O início de 2026 traz sinais mistos para a população de Rio Branco. De um lado, o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) prevê para quinta (1/26) risco elevado de mais alagamentos na capital, devido ao nível crítico do Rio Acre e de seus afluentes. De outro, medições locais mostram que o nível das águas entrou em processo de vazante, recuando para 14,56 metros, mas ainda acima da cota de transbordo.

A Defesa Civil confirmou que, com a redução gradual, começou o retorno das famílias aos lares e a desmobilização de dois dos seis abrigos montados para atender desabrigados. A medida representa alívio para centenas de pessoas que passaram dias fora de casa, mas não elimina a preocupação com novas chuvas previstas para os próximos dias.

O Cemaden considera tanto os acumulados de precipitação quanto a previsão de pancadas intensas, o que pode aumentar a possibilidade de inundações em áreas ribeirinhas. Já no contexto local, a Defesa Civil reforça que a situação está sob monitoramento constante e que qualquer mudança brusca pode exigir novas ações emergenciais.

Enquanto estados do Sul e Sudeste enfrentam ameaça moderada de enxurradas e deslizamentos, o Acre aparece como o único com risco elevado. Isso coloca Rio Branco no centro da atenção das autoridades e reforça a necessidade de vigilância permanente.

A recomendação é que moradores sigam atentos às orientações da Defesa Civil, evitem permanecer em áreas vulneráveis e registrem ocorrências de alagamentos ou deslizamentos, mesmo que pequenos, para ajudar na avaliação dos alertas emitidos. Em casos de emergência, o socorro deve ser acionado pelo número 193.

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