quarta-feira, 31 dezembro 2025

Rio Acre recua para 14,56 metros, mas Centro Nacional de Monitoramento mantém alerta para 1º de janeiro

Por André Gonzaga, da Folha do Acre

Defesa Civil inicia retorno de famílias e desmobiliza abrigos, mas chuvas previstas mantêm atenção

O início de 2026 traz sinais mistos para a população de Rio Branco. De um lado, o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) prevê para quinta (1/26) risco elevado de mais alagamentos na capital, devido ao nível crítico do Rio Acre e de seus afluentes. De outro, medições locais mostram que o nível das águas entrou em processo de vazante, recuando para 14,56 metros, mas ainda acima da cota de transbordo.

A Defesa Civil confirmou que, com a redução gradual, começou o retorno das famílias aos lares e a desmobilização de dois dos seis abrigos montados para atender desabrigados. A medida representa alívio para centenas de pessoas que passaram dias fora de casa, mas não elimina a preocupação com novas chuvas previstas para os próximos dias.

O Cemaden considera tanto os acumulados de precipitação quanto a previsão de pancadas intensas, o que pode aumentar a possibilidade de inundações em áreas ribeirinhas. Já no contexto local, a Defesa Civil reforça que a situação está sob monitoramento constante e que qualquer mudança brusca pode exigir novas ações emergenciais.

Enquanto estados do Sul e Sudeste enfrentam ameaça moderada de enxurradas e deslizamentos, o Acre aparece como o único com risco elevado. Isso coloca Rio Branco no centro da atenção das autoridades e reforça a necessidade de vigilância permanente.

A recomendação é que moradores sigam atentos às orientações da Defesa Civil, evitem permanecer em áreas vulneráveis e registrem ocorrências de alagamentos ou deslizamentos, mesmo que pequenos, para ajudar na avaliação dos alertas emitidos. Em casos de emergência, o socorro deve ser acionado pelo número 193.

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