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Acre segue com seca em todo o território, mas intensidade diminui

Estado registra melhora em outubro, enquanto Nordeste enfrenta pior cenário desde 2019

O Acre permanece com 100% de sua área atingida pela estiagem, segundo o Monitor de Secas de outubro. Contudo, houve um alívio: o estado deixou de registrar a forma mais severa do fenômeno e passou a apresentar apenas a mais leve. Esse abrandamento, porém, contrasta com o quadro observado em outras regiões do país.

No Nordeste, por exemplo, a aridez extrema avançou de 17% para 20% da área, configurando a situação mais crítica desde março de 2019. Já no Sudeste, a grave cresceu de 14% para 26%, enquanto no Centro-Oeste a moderada saltou de 17% para 24%. O Norte também registrou piora, com seca intensa em 3% do território, e o Sul teve aumento discreto, de 1,41% para 1,70%, mantendo ainda a condição mais amena entre as regiões.

No panorama nacional, o Amazonas liderou a extensão total afetada pela falta de chuvas, seguido por Minas Gerais, Bahia, Goiás e Maranhão. No conjunto do país, a área atingida passou de 57% para 59% do Brasil, o maior índice desde março deste ano.

Outros estados também enfrentaram agravamento. Em Pernambuco, a seca extrema foi de 5% para 16% do território; na Bahia, avançou de 25% para 33%; e em Tocantins, a estiagem grave saltou de 1% para 35%. Em contrapartida, o Rio Grande do Sul foi a única unidade da Federação a se livrar completamente do fenômeno em outubro.

O Monitor de Secas, coordenado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), acompanha mensalmente a evolução da estiagem em todo o país. Os dados servem de referência para políticas públicas e ações de enfrentamento aos impactos da ausência de precipitação.

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