sexta-feira, 29 agosto 2025

Acre tem queda no desmatamento, mas Feijó aparece entre os 10 municípios que mais destroem a Amazônia

Por Aikon Vitor, da Folha do Acre

O Acre reduziu em 4% a área desmatada entre agosto de 2024 e julho de 2025 em comparação com o calendário anterior, mas continua entre os estados mais afetados pela devastação da floresta amazônica. No período, foram derrubados 372 km² de vegetação nativa. O dado coloca o estado na quarta posição no ranking de desmatamento, atrás de Pará, Mato Grosso e Amazonas, segundo levantamento do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon).

Apesar da retração em relação ao ano anterior, o Acre volta a aparecer com destaque negativo no mapa da destruição da Amazônia por conta de Feijó. O município foi responsável por 78 km² de floresta derrubada, o sétimo maior índice da região. Com esse resultado, Feijó entrou para a lista dos dez municípios que, juntos, responderam por quase 30% de todo o desmatamento na Amazônia Legal, embora representem apenas 6% do território.

Além disso, Feijó figura também entre os locais com maior risco de novas derrubadas apontados pela plataforma de monitoramento PrevisIA, ao lado de cidades como Apuí e Lábrea (AM) e Colniza (MT). Isso indica que áreas historicamente pressionadas permanecem sob forte ameaça.

No total, a Amazônia perdeu 3.503 km² de floresta no período, número quase idêntico ao registrado entre agosto de 2023 e julho de 2024.

Embora o Acre tenha reduzido a derrubada de árvores, a degradação florestal que é quando a vegetação é danificada pelo fogo ou extração seletiva de madeira, ele avançou 265% no estado, alcançando 230 km². O aumento segue a tendência amazônica: no conjunto da região, a degradação saltou de 8.913 km² no calendário anterior para 35.426 km², quase quatro vezes mais. O crescimento está ligado às queimadas registradas em setembro e outubro de 2024.

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