Mães atípicas protestam por direitos e atendimento especializado para crianças com transtornos

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Foto: Ac24horas

Um grupo de mães atípicas organizou um protesto nesta quinta-feira (3) em frente à Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) e ao Palácio Rio Branco. O ato teve como objetivo reivindicar melhorias nos serviços públicos destinados a crianças com transtorno do espectro autista (TEA) e outras necessidades especiais. Vestidas de preto, as manifestantes destacaram que a cor representa tanto o luto pela falta de assistência quanto a luta por políticas mais eficazes.

O movimento chamou atenção para a precariedade do atendimento oferecido pelo poder público, especialmente no que diz respeito a diagnósticos, terapias e suporte escolar. A ausência de um censo estadual que quantifique as famílias atípicas também foi apontada como um obstáculo para a implementação de políticas adequadas.

Outro problema relatado pelas mães foi a longa fila de espera para consultas com neuropediatras e outros profissionais da saúde. Algumas relataram aguardar há mais de dois anos por uma primeira avaliação médica, o que compromete o desenvolvimento das crianças. Além disso, a demora na renovação de receitas médicas faz com que muitas famílias optem pela automedicação, colocando em risco a saúde dos filhos.

As reivindicações foram direcionadas tanto ao governo estadual quanto à Prefeitura de Rio Branco. As manifestantes cobraram a sanção de um projeto de lei que prevê a reserva de vagas específicas para crianças autistas em creches municipais, garantindo a inclusão e o acesso ao ensino. Atualmente, esses alunos disputam as vagas em ampla concorrência, o que reduz suas chances de matrícula.

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