Folha do Acre

Em Brasília, Bocalom pede ajuda à Secretaria Nacional para solucionar crise no abastecimento de água em Rio Branco

 

O Governo do Estado e a Prefeitura de Rio Branco estão unindo forças para tentar resolver a crise no sistema de abastecimento de água da capital acreana. Nesta sexta-feira, 4, o prefeito Tião Bocalom e o secretário da Representação do Governo em Brasília, Fábio Rueda, participaram de uma reunião com o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, em Brasília, para pedir apoio federal em ações emergenciais.

Nos últimos anos, as margens do Rio Acre vêm sofrendo com o desbarrancamento, comprometendo a estrutura das duas Estações de Tratamento de Água (ETA) que abastecem a cidade. Em março, parte das bombas da ETA II foi arrastada por balseiros, o que agravou ainda mais a situação e deixou muitos bairros sem água.

“Precisamos de bombas de captação mais potentes para normalizar o sistema. Na reunião, conseguimos encaminhar uma solução e esperamos a liberação de recursos nos próximos dias. Agradeço ao secretário Wolnei e à equipe pela atenção com Rio Branco”, disse Bocalom.

Wolnei Wolff garantiu que o governo federal está ciente da gravidade da situação e se comprometeu a liberar, já na próxima semana, a segunda parcela dos recursos destinados à obra. “Conseguimos entender os entraves e agora vamos destravar esse processo”, afirmou.

O secretário Fábio Rueda reforçou que o governo estadual está acompanhando de perto a situação. “É uma orientação direta do governador Gladson Cameli. Água é essencial e a população tem direito a um serviço digno”, destacou.

Para o diretor-presidente do Saerb, Enoque Pereira, os investimentos prometem devolver à ETA II sua capacidade total de operação. “Já passamos por um colapso há um ano. Agora, com os recursos, vamos montar os equipamentos e operar com força total”, garantiu.

A Defesa Civil do município também está envolvida. Segundo o coordenador do órgão, a prefeitura decretou situação de emergência em abril do ano passado e segue trabalhando na execução das obras e aquisição de novos equipamentos para evitar que o abastecimento volte a colapsar.

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