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Detento confessa assassinato em presídio do Acre; polícia apura possível participação de comparsas

A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) assumiu as investigações sobre o assassinato do detento Aldair Feitosa da Silva, ocorrido na última terça-feira (1º) dentro do maior complexo penitenciário do Acre. O crime teria sido cometido por Dhionatan Oliveira Silva, que confessou a autoria durante interrogatório na Delegacia de Flagrantes. Segundo ele, a motivação foi uma retaliação contra agressões sofridas por sua esposa e ofensas dentro da prisão.

Aldair, que cumpria pena de 11 anos e 4 meses por um assalto a uma barbearia em 2022, foi atacado ao retornar do banho de sol. De acordo com os primeiros relatos, ele foi estrangulado com uma corda e, em seguida, sofreu múltiplos golpes de estoque, uma arma artesanal frequentemente usada dentro de presídios.

As autoridades não descartam a participação de outros detentos, uma vez que a execução aconteceu em uma área de circulação da unidade prisional.

Embora Dhionatan tenha assumido a autoria, ele ainda não foi formalmente indiciado, pois a DHPP aguarda laudos periciais e pretende ouvi-lo novamente para esclarecer se houve a colaboração de terceiros.

O Ministério Público deve solicitar a transferência de Dhionatan para um regime mais rigoroso. Já a defesa pode argumentar legítima defesa da honra ou até violação de direitos dentro do presídio. Enquanto isso, as autoridades tentam evitar novos episódios de violência enquanto a investigação avança.

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