Após bombas, pichações nazistas e símbolos de facções, MP apura atos de violência em escolas acreanas

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O Ministério Público do Estado do Acre emitiu uma recomendação urgente para conter o avanço da violência em escolas públicas de Sena Madureira, situação que se agravou durante a gestão do então prefeito Mazinho Serafim (2021-2024). O documento, assinado pelo promotor Júlio César de Medeiros Silva, revela casos graves ocorridos no último ano da administração municipal anterior.

Entre os episódios mais graves está a explosão de uma bomba caseira em outubro de 2024 na Escola Santa Juliana, que deixou cinco alunas feridas – uma com perda auditiva permanente. O fato ocorreu nos meses finais do governo Mazinho Serafim, evidenciando a deterioração da segurança no ambiente escolar durante seu mandato.

O MPAC também registrou outros problemas graves naquele período: pichações com símbolos nazistas e de organizações criminosas em escolas municipais, além de repetidos casos de agressões físicas entre alunos. Os dados mostram que a violência nas escolas de Sena Madureira atingiu níveis alarmantes justamente quando a prefeitura era responsável pela gestão educacional.

A atual administração municipal, que assumiu em janeiro de 2025, herda agora o desafio de implementar as medidas recomendadas pelo Ministério Público para reverter esse quadro. Entre as exigências estão a criação de comissões disciplinares, o envolvimento das famílias e a notificação obrigatória às autoridades policiais nos casos mais graves.

As escolas mencionadas no documento – Assis Vasconcelos, Raimundo Magalhães e Laurifa Alves – eram de responsabilidade direta da gestão Mazinho Serafim. O MPAC determinou que as novas autoridades educacionais têm 30 dias para apresentar um plano de ação que corrija as falhas identificadas no período anterior.

A íntegra do documento está disponível no site oficial do MPAC, onde constam todos os fatos ocorridos durante a gestão passada que motivaram a intervenção do Ministério Público.

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