Filhas de mulher linchada na Cidade do Povo estão com a tia e são acompanhadas por psicólogos

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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) tem atuado ativamente no acompanhamento das duas filhas de Yara Paulino da Silva, que foram retiradas da guarda da mãe após ela ser brutalmente assassinada na última segunda-feira, 24, na Cidade do Povo, em Rio Branco. A morte de Yara, vítima de um linchamento após um boato de que teria matado sua filha de três meses, gerou grande comoção na comunidade e alertou para os perigos das fake news.

As crianças, que estavam sob a guarda de Yara, foram encaminhadas à tia materna, que assumiu a responsabilidade pela guarda provisória das meninas. Em uma atualização sobre o caso, o MPAC revelou que tem oferecido apoio contínuo à nova tutora, bem como às crianças, por meio do Centro de Atendimento à Vítima (CAV) e do Núcleo de Atendimento Psicossocial (Natera). As duas meninas estão recebendo acompanhamento psicológico e assistência social especializados.

Além do apoio psicológico, uma das crianças está passando por um processo de regularização de documentos civis, facilitado pelo MPAC, enquanto a instituição mantém um contato estreito com os serviços da Assistência Social para garantir que a nova guarda seja realizada de maneira eficaz e em conformidade com os direitos das crianças.

O caso de Yara Paulino da Silva, cuja morte foi impulsionada pela desinformação, continua sendo investigado pelas autoridades. A polícia segue em busca da criança desaparecida e de outras provas que ajudem a esclarecer os fatos. O acompanhamento jurídico e social das filhas da vítima segue como prioridade para garantir seu bem-estar e proteção em um momento de grande vulnerabilidade.

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