A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira, 13, a Operação Arthron, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso envolvido no tráfico internacional de drogas e em fraudes milionárias contra o Programa Farmácia Popular do Governo Federal. A ação ocorre em diversos estados, incluindo o Acre, onde foram cumpridas ordens judiciais relacionadas ao caso.
Mais de 100 policiais federais participam da operação, que cumpre 106 ordens judiciais, entre mandados de prisão, busca e apreensão, medidas restritivas e bloqueios de bens móveis e imóveis. Além disso, a Justiça determinou o bloqueio de mais de R$ 39 milhões em contas bancárias dos investigados. As ações acontecem no Distrito Federal, Goiás, Paraíba, Mato Grosso, Minas Gerais e Acre.
As investigações, iniciadas em 2022, apontam que o grupo criminoso traficava grandes quantidades de cocaína, oriunda da Bolívia, Colômbia e Peru, distribuindo a droga para diversas regiões do Brasil. O Acre, devido à sua proximidade com as fronteiras da Bolívia e do Peru, era um ponto estratégico para a entrada dos entorpecentes no país.
Além do tráfico, os criminosos operavam um esquema sofisticado de fraude no Programa Farmácia Popular. Empresas farmacêuticas inativas, mas cadastradas no programa, eram adquiridas e reativadas com alterações societárias fraudulentas. A partir daí, realizavam a simulação de vendas de medicamentos, que nunca eram entregues aos beneficiários, gerando pagamentos indevidos do governo federal. Parte do dinheiro obtido era utilizada para financiar o tráfico de drogas.
No Acre, assim como em outros estados, foram identificadas empresas fantasmas envolvidas no esquema, muitas delas registradas em endereços falsos. O faturamento dessas empresas disparou, passando de R$ 5 mil para R$ 90 mil mensais após o início das fraudes.