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Polícia Militar do Acre intensifica fiscalização na Tucandeira para barrar migração de faccionados após ataques criminosos em Rondônia

Por Kauã Lucca, da Folha do Acre 17/01/2025 às 09:48

Foto: Folha do Acre

A Secretaria de Justiça e Segurança Pública do Acre (Sejusp), por meio da Polícia Militar, intensificou o policiamento na região da Tucandeira, principal ponto de entrada entre Rondônia e o Acre, com o objetivo de prevenir a migração de faccionados, após onda de ataques criminosos no estado vizinho.

A operação é conduzida pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope), que utiliza equipes da ROTAM (Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas) e da CPCães (Companhia de Policiamento com Cães) para reforçar as ações. Os policiais estão realizando abordagens rigorosas em veículos vindos de outros estados, verificando possíveis suspeitos e buscando inibir a entrada de pessoas ligadas a organizações criminosas no Acre.

Sejusp intensifica fiscalização na fronteira do Acre – Foto: Folha do Acre

Fiscalização intensificada

De acordo com a Sejusp, o trabalho de fiscalização é essencial para garantir a segurança no estado, dada a situação de violência enfrentada pelo estado vozinho, especialmente na capital Porto Velho. A presença das equipes táticas tem o objetivo de dissuadir possíveis atividades criminosas e reforçar o controle nas fronteiras estaduais.

As abordagens incluem revistas em veículos, consultas de documentação e verificação do histórico criminal de passageiros. Os cães do CPCães auxiliam na busca por armas, drogas e outros materiais ilícitos.

Onda de violência em Rondônia

Nos últimos dias o estado de Rondônia tem enfrentado uma onda de violência muito grande após a morte de um cabo da Polícia Militar assassinado por uma facção criminosa.

O número de mortes registradas durante a onda de violência em Rondônia aumentou para 12 na quinta-feira (16): sete delas são populares atacados por facção e outras cinco são suspeitos que morreram durante troca de tiros com a polícia. A onda de violência e confrontos entre a Polícia Militar (PM) e o Comando Vermelho já dura cinco dias.

Ônibus incendiados por ataques criminosos de faccionados em Porto Velho (RO) – Foto/Reprodução
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