16 junho 2024

Metade dos presos que fugiram no Acre em 2023 ainda não foi recapturada

ContilNet

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O Acre registrou um aumento significativo de fugas de detentos em presídios na capital e no interior do estado neste ano.

Segundo levantamento feito pelo Instituto de Administração Penitenciária (Iapen), cedidos com exclusividade ao ContilNet, ao todo, em 2023, 28 presos fugiram de unidades prisionais no Acre.

Entretanto, apenas 14 foram recapturados. Ou seja, metade do número total de presidiários. Outros 14 ainda seguem foragidos. O Iapen não divulgou os nomes dos detentos.

Relembre os casos

A onda de fugas começou em abril deste ano, quando 11 detentos de alta periculosidade conseguiram escapar do Presídio Manoel Nery, em Cruzeiro do Sul. Os detentos haviam feito um buraco na cela. No mesmo dia, três foram recapturados.

Um mês depois, já em Tarauacá, no Presídio Moacir Prado, três detentos conseguiram fugir da unidade. Na época, o Iapen havia dito que a fuga aconteceu porque os presos conseguiram fazer um buraco na parede de alvenaria do presídio. Em seguida, escalaram o muro e fugiram.

Já em julho, aconteceu talvez o maior registro de tentativa de fuga que culminou em uma rebelião que terminou com 5 pessoas mortas, no Presídio Antônio Amaro, em Rio Branco. Na época, a Secretaria de Segurança Pública informou que 13 detentos tentaram fugir do presídio de segurança máxima.

Em setembro, o detento Jamaicon Silva Santos fugiu da Unidade Penitenciária UP4, quando trabalhava no polo moveleiro. Além disso, Adileudo Nunes de Matos também havia fugido do presídio enquanto trabalhava no setor de hortas.

No mês seguinte, o Acre registrou a maior tentativa de fuga em 2023. Oito presos se evadiram do presídio no início da noite de quinta-feira, 2 de novembro, após fazerem um buraco na cela 13, do pavilhão P. Dois deles foram capturados pelos policiais penais já na área externa da unidade prisional, um foi capturado já na madrugada do outro dia, e cinco seguiam foragidos, mas três foram presos novamente.

Apenas dois seguiam foragidos: César Augusto e Cristóvão Silva da Rocha, ambos apontados como de alta periculosidade.

Alerta do MPAC

Após a última fuga, em ofício à Procuradoria Geral de Justiça, o órgão máximo do MP-AC, ao Gaeco (Gupo Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e ao GMS (Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo) do CNJ (Conselho Nacional de Justuiça), o promotor Tales Tranin, que participou das investigações das fugas, pediu aprofundamento nas investigações sobre as ocorrências. O promotor não afirmou diretamente, mas desconfiava que poderia haver algum tipo de facilidade para este tipo de ocorrência.

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