17 julho 2024

Nem tudo é misoginia e machismo, também há oportunismo político

Por Gina Menezes

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Conheci o Manoel Moraes em 2008, quando ele era somente o “Manelão do Ibama”, como é conhecido em Xapuri nas suas andanças pela zona rural. Eu nunca antes tinha conhecido alguém tão simples, gentil, generoso com as pessoas e tão cheio de respeito.

Trabalhei para o Manoel Moraes como assessora de imprensa por 10 anos. Durante muitos anos eu convivi mais com o Manoel do que com minha própria familia e, 𝐩𝐨𝐬𝐬𝐨 𝐚𝐟𝐢𝐫𝐦𝐚𝐫, 𝐬𝐞𝐦 𝐦𝐞𝐝𝐨 𝐚𝐥𝐠𝐮𝐦 𝐝𝐞 𝐞𝐫𝐫𝐚𝐫, 𝐪𝐮𝐞 𝐨 𝐌𝐚𝐧𝐨𝐞𝐥 𝐌𝐨𝐫𝐚𝐞𝐬 é 𝐮𝐦 𝐡𝐨𝐦𝐞𝐦 𝐡𝐨𝐧𝐫𝐚𝐝𝐨, 𝐬𝐢𝐦𝐩𝐥𝐞𝐬 𝐞 𝐢𝐧𝐜𝐚𝐩𝐚𝐳 𝐝𝐞 𝐬𝐞𝐫 𝐦𝐚𝐜𝐡𝐢𝐬𝐭𝐚 𝐨𝐮 𝐩𝐫𝐚𝐭𝐢𝐜𝐚𝐫 𝐦𝐢𝐬𝐨𝐠𝐢𝐧𝐢𝐚. 𝐂𝐨𝐦𝐨 𝐜𝐡𝐞𝐟𝐞, 𝐣𝐚𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐩𝐫𝐚𝐭𝐢𝐜𝐨𝐮 𝐚𝐬𝐬é𝐝𝐢𝐨 𝐦𝐨𝐫𝐚𝐥 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐫𝐚 𝐪𝐮𝐞𝐦 𝐪𝐮𝐞𝐫 𝐪𝐮𝐞 𝐬𝐞𝐣𝐚.

Manoel Moraes é um homem do interior e de certa forma eu sei que ainda não acostumou-se, e espero eu que jamais acostume-se com o jogo rasteiro da política que impera na Capital. Na sessão de ontem, que eu estava ausente e só acompanhei por vídeo, vi a forma 𝐥𝐞𝐯𝐢𝐚𝐧𝐚, 𝐛𝐚𝐢𝐱𝐚 𝐞 𝐚𝐩𝐞𝐥𝐚𝐭𝐢𝐯𝐚 𝐪𝐮𝐞 𝐚 𝐝𝐞𝐩𝐮𝐭𝐚𝐝𝐚 𝐌𝐢𝐜𝐡𝐞𝐥𝐞 𝐌𝐞𝐥𝐨 𝐨 𝐚𝐭𝐚𝐜𝐨𝐮 𝐫𝐞𝐜𝐨𝐫𝐫𝐞𝐧𝐝𝐨 𝐚 𝐮𝐦 𝐝𝐢𝐬𝐜𝐮𝐫𝐬𝐨 𝐝𝐞 𝐦𝐢𝐧𝐨𝐫𝐢𝐚 𝐪𝐮𝐞 𝐧ã𝐨 𝐜𝐚𝐛𝐢𝐚 𝐧𝐨 𝐜𝐚𝐬𝐨 𝐞𝐦 𝐪𝐮𝐞𝐬𝐭ã𝐨.

Não, deputada Michele, Manoel não é machista e nem age com misoginia. Pelo contrário, 𝐌𝐚𝐧𝐨𝐞𝐥 é 𝐮𝐦 𝐢𝐧𝐜𝐞𝐧𝐭𝐢𝐯𝐚𝐝𝐨𝐫 𝐝𝐚𝐬 𝐦𝐮𝐥𝐡𝐞𝐫𝐞𝐬 𝐞 𝐝𝐞𝐬𝐞𝐣𝐚 𝐪𝐮𝐞 𝐚𝐬 𝐦𝐮𝐥𝐡𝐞𝐫𝐞𝐬 𝐬𝐞𝐣𝐚𝐦 𝐩𝐫𝐨𝐭𝐚𝐠𝐨𝐧𝐢𝐬𝐭𝐚𝐬. 𝐅𝐨𝐢 𝐚𝐬𝐬𝐢𝐦 𝐜𝐨𝐦𝐢𝐠𝐨. 𝐄𝐥𝐞 𝐬𝐞𝐦𝐩𝐫𝐞 𝐦𝐞 𝐢𝐧𝐜𝐞𝐧𝐭𝐢𝐯𝐨𝐮 𝐚 𝐜𝐫𝐞𝐬𝐜𝐞𝐫 𝐩𝐫𝐨𝐟𝐢𝐬𝐬𝐢𝐨𝐧𝐚𝐥𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞, 𝐚 𝐬𝐞𝐫 𝐮𝐦𝐚 𝐞𝐦𝐩𝐫𝐞𝐬á𝐫𝐢𝐚. É 𝐚𝐬𝐬𝐢𝐦 𝐪𝐮𝐞 𝐞𝐥𝐞 𝐟𝐚𝐳 𝐜𝐨𝐦 𝐚 𝐣𝐨𝐯𝐞𝐦 𝐀𝐭𝐡𝐢𝐥𝐚 𝐞𝐦 𝐗𝐚𝐩𝐮𝐫𝐢 𝐞 𝐜𝐨𝐦 𝐭𝐨𝐝𝐚𝐬 𝐚𝐬 𝐦𝐮𝐥𝐡𝐞𝐫𝐞𝐬 𝐪𝐮𝐞 𝐭ê𝐦 𝐚 𝐬𝐨𝐫𝐭𝐞 𝐝𝐞 𝐜𝐫𝐮𝐳𝐚𝐫 𝐨 𝐜𝐚𝐦𝐢𝐧𝐡𝐨 𝐝𝐞𝐥𝐞. 𝐏𝐚𝐫𝐚 𝐬𝐞𝐫 𝐛𝐞𝐦 𝐬𝐢𝐧𝐜𝐞𝐫𝐚, 𝐚𝐧𝐭𝐞𝐬 𝐝𝐞 𝐜𝐨𝐧𝐡𝐞𝐜𝐞𝐫 𝐨 𝐌𝐚𝐧𝐨𝐞𝐥 𝐌𝐨𝐫𝐚𝐞𝐬 𝐞𝐮 𝐬𝐞𝐪𝐮𝐞𝐫 𝐢𝐦𝐚𝐠𝐢𝐧𝐚𝐯𝐚 𝐪𝐮𝐞 𝐮𝐦 𝐡𝐨𝐦𝐞𝐦 𝐩𝐮𝐝𝐞𝐬𝐬𝐞 𝐬𝐞𝐫 𝐭ã𝐨 𝐠𝐞𝐧𝐭𝐢𝐥 𝐬𝐞𝐦 𝐢𝐧𝐭𝐞𝐫𝐞𝐬𝐬𝐞 𝐚𝐥𝐠𝐮𝐦. 𝐌𝐚𝐬 𝐨 𝐌𝐚𝐧𝐨𝐞𝐥 é. 𝐄𝐥𝐞 é 𝐢𝐧𝐜𝐞𝐧𝐭𝐢𝐯𝐚𝐝𝐨𝐫, 𝐚𝐩𝐨𝐢𝐚𝐝𝐨𝐫 𝐞 𝐜𝐮𝐢𝐝𝐚𝐝𝐨𝐬𝐨 𝐜𝐨𝐦 𝐭𝐨𝐝𝐨𝐬, 𝐞𝐬𝐩𝐞𝐜𝐢𝐚𝐥𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐜𝐨𝐦 𝐚𝐬 𝐦𝐮𝐥𝐡𝐞𝐫𝐞𝐬.

Outra coisa que precisa ser dita é que todos somos sujeitos a críticas e isso não nos diminui como mulheres. 𝐇á 𝐦𝐮𝐥𝐡𝐞𝐫𝐞𝐬 𝐦𝐚u-𝐜𝐚𝐫á𝐭𝐞𝐫 𝐭𝐚𝐦𝐛ém, 𝐢𝐧𝐜𝐥𝐮𝐬𝐢𝐯𝐞 𝐚𝐬 𝐪𝐮𝐞 𝐬𝐞 𝐞𝐬𝐜𝐨𝐧𝐝𝐞𝐦 𝐚𝐭𝐫á𝐬 𝐝𝐞 𝐮𝐦 𝐝𝐢𝐬𝐜𝐮𝐫𝐬𝐨 𝐟𝐞𝐦𝐢𝐧𝐢𝐬𝐭𝐚 𝐩𝐨𝐫 𝐦𝐞𝐫𝐨 𝐨𝐩𝐨𝐫𝐭𝐮𝐧𝐢𝐬𝐦𝐨.

𝐌𝐚𝐢𝐬 𝐮𝐦𝐚 𝐜𝐨𝐢𝐬𝐚, 𝐚𝐨 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐫á𝐫𝐢𝐨 𝐝𝐚 𝐝𝐞𝐩𝐮𝐭𝐚𝐝𝐚 𝐌𝐢𝐜𝐡𝐞𝐥𝐞 𝐌𝐞𝐥𝐨, 𝐪𝐮𝐞, 𝐝𝐞 𝐚𝐜𝐨𝐫𝐝𝐨 𝐜𝐨𝐦 𝐚 𝐬𝐮𝐚 𝐞𝐱-𝐟𝐮𝐧𝐜𝐢𝐨𝐧á𝐫𝐢𝐚 (𝐦𝐮𝐥𝐡𝐞𝐫 𝐭𝐚𝐦𝐛é𝐦), 𝐦𝐚𝐬𝐬𝐚𝐜𝐫𝐚𝐯𝐚 𝐜𝐨𝐦 𝐜𝐚𝐫𝐠𝐚𝐬 𝐝𝐞 𝐭𝐫𝐚𝐛𝐚𝐥𝐡𝐨𝐬 𝐩𝐞𝐬𝐚𝐝𝐨𝐬 𝐞 𝐜𝐨𝐦𝐞𝐭𝐢𝐚 𝐚𝐬𝐬é𝐝𝐢𝐨 𝐦𝐨𝐫𝐚𝐥, 𝐌𝐚𝐧𝐨𝐞𝐥 𝐌𝐨𝐫𝐚𝐞𝐬 𝐧ã𝐨 𝐚𝐝𝐨𝐭𝐚 𝐞𝐬𝐬𝐞 𝐭𝐢𝐩𝐨 𝐝𝐞 𝐜𝐨𝐧𝐝𝐮𝐭𝐚. 𝐀 𝐠𝐮𝐞𝐫𝐫𝐚 𝐝𝐚 𝐝𝐞𝐩𝐮𝐭𝐚𝐝𝐚 𝐌𝐢𝐜𝐡𝐞𝐥𝐞 𝐧ã𝐨 𝐟𝐨𝐢 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐫𝐚 𝐮𝐦 𝐡𝐨𝐦𝐞𝐦, 𝐦𝐚𝐬 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐫𝐚 𝐮𝐦𝐚 𝐦𝐮𝐥𝐡𝐞𝐫 𝐣𝐨𝐫𝐧𝐚𝐥𝐢𝐬𝐭𝐚 𝐪𝐮𝐞 𝐞𝐬𝐭𝐚𝐯𝐚 a 𝐬𝐞𝐮 𝐬𝐞𝐫𝐯𝐢ç𝐨. 𝐐𝐮𝐞 𝐨𝐬 𝐟𝐚𝐭𝐨𝐬 𝐟𝐚𝐥𝐞𝐦 𝐩𝐨𝐫 𝐬𝐢 𝐬ó.

𝐐𝐮𝐞 𝐌𝐢𝐜𝐡𝐞𝐥𝐞 𝐧ã𝐨 𝐟𝐚ç𝐚 𝐚 𝐜𝐚𝐮𝐬𝐚 𝐟𝐞𝐦𝐢𝐧𝐢𝐬𝐭𝐚 𝐜𝐚𝐢𝐫 𝐧𝐨 𝐩𝐨ç𝐨 𝐜𝐨𝐦𝐮𝐦 𝐩𝐨𝐫 𝐦𝐚u 𝐮𝐬𝐨 𝐞 𝐪𝐮𝐞 𝐞𝐱𝐢𝐬𝐭𝐚𝐦 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐩𝐞𝐬𝐬𝐨𝐚𝐬 𝐜𝐨𝐦𝐨 𝐨 𝐌𝐚𝐧𝐨𝐞𝐥 𝐌𝐨𝐫𝐚𝐞𝐬 𝐪𝐮𝐞 𝐬𝐚𝐛𝐞 𝐢𝐧𝐜𝐞𝐧𝐭𝐢𝐯𝐚𝐫 𝐦𝐮𝐥𝐡𝐞𝐫𝐞𝐬, 𝐩𝐫𝐢𝐧𝐜𝐢𝐩𝐚𝐥𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐚𝐬 𝐪𝐮𝐞 𝐞𝐬𝐭𝐞𝐣𝐚𝐦 a 𝐬𝐞𝐮 𝐬𝐞𝐫𝐯𝐢ç𝐨. 𝐌𝐚𝐜𝐡𝐢𝐬𝐭𝐚𝐬 𝐧ã𝐨 𝐩𝐚𝐬𝐬𝐚𝐫ã𝐨, 𝐦𝐚𝐬 𝐨𝐩𝐨𝐫𝐭𝐮𝐧𝐢𝐬𝐭𝐚𝐬 𝐭𝐚𝐦𝐛é𝐦 𝐧ã𝐨 𝐩𝐫𝐨𝐬𝐩𝐞𝐫𝐚𝐫ã𝐨 𝐮𝐬𝐚𝐧𝐝𝐨 𝐜𝐚𝐮𝐬𝐚𝐬 𝐧𝐨𝐛𝐫𝐞𝐬! 𝐏𝐨𝐫 ú𝐥𝐭𝐢𝐦𝐨 𝐪𝐮𝐞𝐫𝐨 𝐝𝐢𝐳𝐞𝐫 𝐪𝐮𝐞 𝐧ã𝐨 𝐭𝐫𝐚𝐛𝐚𝐥𝐡𝐨 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐨 𝐌𝐚𝐧𝐨𝐞𝐥 𝐟𝐚𝐳 𝐚𝐧𝐨𝐬, 𝐦𝐚𝐬 𝐨 𝐫𝐞𝐬𝐩𝐞𝐢𝐭𝐨 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐢𝐧𝐮𝐚 𝐢𝐧𝐚𝐥𝐭𝐞𝐫𝐚𝐝𝐨.

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