23 julho 2024

Com prejuízo de mais de R$ 200 mil, investidor retira móveis do prédio da XLand no Acre: ‘emprestado’

Redação

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Imagens de câmeras de segurança mostram o empresário José Cavalcante Rangel e outros dois homens retirando cadeiras de dentro do prédio da XLand Holding, empresa acreana de criptomoedas no centro de várias acusações de estelionato, incluindo o caso do jogador Gustavo Scarpa, que investiu R$ 6 milhões na empresa. Os móveis foram retirados no último dia 17 de abril.

Segundo Rangel, os móveis foram emprestados pelo dono da XLand, Gabriel Nascimento, para gravação de um podcast e estão à disposição para devolução quando forem solicitados.

Contudo, o advogado Júlio Leão, que representa o dono da empresa, Gabriel Nascimento, disse que o cliente não estava na cidade no dia em que os móveis foram levados. Segundo ele, Nascimento não tinha autorizado a fazer a retirada de nenhum ou bem móvel da empresa na ausência dele.

Após a situação, o advogado diz que os sócios da empresa estão discutindo o que poderá ser feito.

Cadeiras levadas

Rangel é ex-cliente e ex-assessor de marketing da XLand. Ele prestou serviços de marketing, de tecnologia, venda de equipamentos, entre outros, para a empresa entre 2019 e setembro de 2022, quando o contrato foi reincidido. Contudo, ele diz que a empresa deve R$ 41 mil de serviços prestados.

Ele também investiu na empresa de criptomoedas durante o período. O empresário confirma ter R$ 167 mil para receber de investimentos feitos na empresa.

Ao g1, Rangel explicou que havia solicitado o empréstimo das cadeiras ao dono da XLand meses antes. No dia 17 de abril, ele foi ao local com duas pessoas pegar três cadeiras e falou com a recepcionista sobre a autorização. A mulher teria permitido a entrada.

Segundo ele, a recepcionista mudou de comportamento e tentou impedir a saída dele e trancá-lo no local após receber uma ligação de Gabriel Nascimento. Para ele, o dono da empresa teria mudado de posicionamento e proibido a saída dos móveis do local.

“Agressão não teve, Deus me livre, nunca passei por delegacia e nem agredi ninguém na minha vida. A situação é porque ela queria me deixar preso dentro da empresa, nesse dia, segurei a porta e ela veio para cima de mim. Ela que me agrediu, pedi pra ela ligar para o Gabriel, não sei o que o Gabriel falou pra ela, mas depois disso eu sai. Depois o Gabriel me liga dizendo que não era pra eu ter pegado”, destacou.

O empresário diz também que foi procurado depois pelo dono da empresa e se colocou à disposição para devolver os móveis. “Falei: ‘cara, está achando ruim? Se quiser eu devolvo ou então vai lá buscar’ Ele não me respondeu e consentiu. Peguei emprestado, me emprestou. Foi essa a situação”, reafirmou.

Investimentos

O empresário José Cavalcante Rangel explicou ainda que ao longo de três anos fez, pelo menos, três investimentos em criptomoedas na empresa. O primeiro foi em 2019 de R$ 20 mil, recebidos em 2020.

O segundo investimento foi no valor de R$ 55 mil, em dezembro de 2021. Em julho do ano seguinte, Rangel fez um novo investimento no valor de R$ 81 mil. Esses valores nunca foram devolvidos para o empresário.

“Deixei de receber nesse período, em setembro do ano passado, nem rendimento, nem solicitação de saque do capital, nem o valor do que tinha que receber de serviço. Disse que a FTX bloqueou todo o dinheiro da XLand, que assim que eles liberassem iam continuar os pagamentos”, lamentou.

G1

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