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Líderes de facção criminosa do Acre são condenados a mais de 183 anos de prisão

POR Redação

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), obteve a condenação dos investigados no âmbito da Operação Repiquete, deflagrada em julho de 2021. Ao todo, vinte réus identificados e processados na operação foram condenados pelo juízo da Vara de Delitos de Organizações Criminosas, a penas que somam mais de 183 anos de reclusão. 

Os réus foram condenados por integrar organização criminosa de âmbito nacional com emprego de armas de fogo e participação de crianças e adolescentes. As penas individualizadas chegam a mais de doze anos de reclusão para réus identificados como lideranças da organização criminosa. 

O coordenador do Gaeco, promotor de Justiça Bernardo Albano, exaltou o trabalho integrado no combate ao crime organizado, que segundo ele vem sendo realizado de forma continuada e tem contribuído para a redução dos indicadores de violência no Acre. No ano passado, o MPAC, por meio do Gaeco, denunciou 1.003 pessoas por integrarem organizações criminosas. 

“O acolhimento da denúncia ministerial, com a condenação dos investigados, demonstra a integração entre instituições. A somatória de esforços no combate ao crime organizado é fundamental para o enfrentamento desse desafio”, ressaltou o coordenador do Gaeco. 

Sobre a operação 

A Operação Repiquete, realizada no dia 7 de julho de 2021 pelo MPAC, por meio do Gaeco, em conjunto com a Polícia Militar do Estado do Acre e apoio da Polícia Militar do Estado do Amazonas, cumpriu a execução de 51 mandados judiciais, sendo 36 de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão. Os mandados foram cumpridos nos municípios de Cruzeiro do Sul, Porto Walter, Rodrigues Alves, Mâncio Lima, Feijó e Tarauacá, além de Guajará, no Amazonas. 

A operação foi fruto de pelo menos cinco meses de investigações e deu sequência à atuação do Gaeco em todo o estado do Acre, que ocorre, inclusive, de forma regionalizada. Na época, foram retiradas de circulação pessoas que já galgavam cargos elevados em uma organização criminosa, como “conselheiros rotativos”, “frentes de bairros” e referências de outros faccionados.

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