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sábado 22 janeiro 2022

“Acorrentando da Civil” desiste de candidatura a deputado após sofrer ataques racistas

POR Redação Folha do Acre

Jorge Orleanes, 24 anos, integrante do cadastro de reserva da Polícia Civil, decidiu desfilar do partido do Cidadania no Acre, onde, supostamente, disputaria as eleições para o cargo de deputado estadual.

Diante desse cenário tomei a decisão de me desfiliar imediatamente do partido e voltar para Cruzeiro do Sul, para junto da minha família, que são quem verdadeiramente sempre esteve e sempre estará comigo. Eu jamais quis ofender alguém, quero agradecer a todos que apoiaram e estiveram do meu lado”, disse.

Jorge contou que foi vítima de atos preconceituosos por decidir entrar na política.”Nas últimas horas, após o meu ato de filiação recebi muitas mensagens, entre elas de apoio, mas a maioria são críticas ou ofensas racistas, mensagens essas que chegaram também à minha família. Quero deixar claro que nunca fui político e que o meu ato de acorrentamento não foi politicagem, o acorrentamento foi um movimento independente e autêntico com o objetivo de resgatar as promessas do governo de convocar os aprovados da polícia civil, cheguei a esse ato porque não via mais solução para que pudesse ser convocado para a Polícia Civil, não há nenhum político ou partido por trás da ação, era só eu, e aos poucos fui recebendo o apoio de outras pessoas do Cadastro de Reserva da Polícia Civil e da sociedade.

Segundo ele, enquanto estava acorrentado participou de uma reunião na Casa Civil, onde na ocasião o secretário da Seplag, Ricardo Brandão, foi bem claro ao dizer que não havia a possibilidade de ser convocado, que só tinha vaga para mais 24 candidatos “Ele que eu era jovem e deveria viver a minha vida, como ele disse eu tinha sido a única pessoa que tinha parado a minha vida para ficar ali, houve muitas pessoas que tiraram algumas horas do dia pra ficar do meu lado e eu sou muito grato a elas”.

Ao sair da reunião decidi pôr fim ao ato de acorrentamento, Jorge recebeu o contato do Leandro Costa, pré-candidato ao senado para conhecer o partido Cidadania e se filiar “Não sou de política, sou da zona rural de Cruzeiro do Sul, mas vi uma chance de mudar toda a injustiça que estava sendo feito com o cadastro de reserva, todas as promessas feitas pelo governador e que não foram cumpridas, principalmente diante da frustração politica que estou vivendo decidi me filiar para conhecer mais de perto a política, não me coloquei como pré candidato, como foi divulgado, foi somente uma especulação durante o preenchimento da ficha de filiação. Queria entender um pouco desse processo, não imaginava naquele momento que qualquer ação tomada por mim iria afetar diretamente o cadastro de reserva, pensei que era uma ação isoladamente minha, estava vivendo a minha vida, mas percebi o pior lado da política, o julgamento das pessoas que não te conhecem, as palavras fortes, as opiniões negativas, e que não condiz com a minha pessoa.

Percebi que fui acorrentado nas promessas do governador e agora vejo que não posso fazer nada que serei julgado”, comentou.

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