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Donos de ônibus não querem pagar impostos para resolver crise do transporte em Rio Branco

POR Redação Folha do Acre

O presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo do Estado do Acre (Sindcol) Aluízio Abade, disse que primeiro passo para solucionar o problema do setor de transporte coletivo é busca a desoneração da tarifa de ônibus, o segundo remunerar as empresas concessionárias com base no quilômetro rodado. “A população rio-branquense não tem como arcar com novos reajustes da passagem de ônibus”, declarou o empresário.

Destacou que o prefeito Tião Bocalom já começou com a redução de cinquenta centavos da tarifa dos passageiros e sinaliza com a correção do passe estudantil congelado por mais de uma década. “Em várias cidades do país têm tratado da desoneração como forma de amenizar as dificuldades do setor”, comentou.

Os constantes aumentos dos combustíveis já correspondem por 62% do custo operacional das empresas de ônibus que circula nos bairros da capital acreana, enquanto a gratuidade por 22% dos usuários do transporte coletivo correspondia por uma despesa mensal de R$260 mil. O subsídio de um real dos estudantes secundaristas e universitários corresponde por uma despesa extra de R$ 5,5 milhões por ano nos cofres da prefeitura de Rio Branco.

O município de Rio Branco conta com 127.138 alunos matriculados na educação básica, no ensino fundamental chega em torno de 42.315 alunos, enquanto no médio beira a casa dos 15.031 estudantes. A ideia que o governo do Estado desembolse a quantia de R$1,7 milhões, por ano para arcar com o subsídio mensal de R$105.877,50 para subsidiar os alunos do 6º ao 9º Ano e R$37.577,50 dos estudantes do 1º ao 3º Ano do médio.

Ajuda

A mudança da base de cálculos permitiu que a prefeitura da capital arcasse com o subsídio de sete meses, como medida de assegurar a gratuidade dos idosos, portadores de comorbidades e estudantes da rede municipal, mas cabendo ao governo do Estado arcar com o subsídio dos alunos matriculados na rede estadual, enquanto a Reitoria da Universidade Federal do Acre (Ufac) dos universitários matriculados na universidade pública. A superintendência Municipal de Transporte e Trânsito de Rio Branco (RBTrans) antecipou um crédito de oito meses que garantiu um aporte de R$ 2,4 milhões, nas empresas de transporte coletivo como antecipação do subsídio da gratuidade, mas os empresários cumpriram o compromisso de pagar os salários atrasados dos motoristas de ônibus e de reduzir a passagem de ônibus de R$ 4,00 para R$ 3,50.

A Tribuna

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