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Exposição exagerada a telas de celular prejudica a visão e causam danos ao cérebro

POR Redação

Pesquisa aponta que 20% dos brasileiros não conseguem ficar 30 minutos longe do celular.

Ficar horas mexendo no celular, tablet ou acessando o computador é um hábito rotineiro de milhões de brasileiros. Quando controlada e dentro de um tempo necessário, a exposição a telas eletrônicas não causa prejuízos à saúde humana, o problema é quando essa exposição ultrapassa os limites e pode provocar diversos danos como insônia, angústia, ansiedade, estresse, redução de capacidade motora, além de danos na visão.

Uma pesquisa publicada pela Digital Turbine, empresa de plataforma de comunicações móveis, aponta que 20% dos brasileiros não conseguem ficar mais de 30 minutos longe do aparelho celular. Outro levantamento, do Google, revela que 73% não saem de casa sem os seus dispositivos.

Durante a pandemia houve um aumento significativo na utilização dos celulares, em torno de 60%, e dados apontam que ficamos em média 10 horas na frente de telas eletrônicas. A psicóloga Catharine Muller explica os principais impactos causados pelo uso exagerado dos aparelhos.

“Muitas vezes as pessoas chegam a adoecer para perceber o que realmente está acontecendo dessa exposição exagerada. Os principais vieses de observação são os sinais de ansiedade, muitas vezes a pessoa sente uma aceleração cardíaca, mas principalmente a inquietude de não saber o que fazer naquele momento porque não tem a habilidade de focar em outras coisas, de ter outros interesses, além do interesse imediato que é o celular”, conta.

A nomofobia, que é o medo irracional de ficar “desconectado” ou distante por muito tempo do aparelho celular, tem aumentado nos últimos anos. O transtorno ainda não faz parte da classificação internacional de doenças, mas já se tornou grande preocupação entre os especialistas, que chamam o transtorno de “síndrome da dependência digital” ou transtorno da hiperconectividade.

Catharine Muller sugere algumas alternativas para evitar a exposição exagerada. “O profissional de psicologia irá olhar de forma individual para cada caso, tentar entendê-lo para orientar da melhor forma possível. Algumas alternativas para se desconectar mais das telas é fazer alguma atividade física, mas sem necessariamente estar assistindo uma série enquanto se anda na esteira, por exemplo. Se quero jogar, porque eu não pego um jogo de tabuleiro, dama ou quebra-cabeça? São algumas concessões e alternativas que podem contribuir efetivamente para a saúde desses indivíduos”, disse a psicóloga.

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