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Com ajuda do Incra, cooperativa de aves caipiras iniciará operação no Alto Acre

POR GINA MENEZES

A Cooperativa dos Produtores e Criadores de Aves Semi-caipira e Caipira de Brasiléia (COOPASC) entra em operação em dezembro de 2021 com planos de atender o mercado do Alto Acre, beneficiar diretamente 25 famílias através do abate de 2,5 mil aves e movimentar cerca de R$ 2 a R$ 3 milhões de reais por ano. A informação foi dada pelo engenheiro agrônomo Márcio Alécio, servidor do Incra, coordenador do programa Terra Legal e um dos responsáveis pelo desenvolvimento embrionário da Coospasc. Com o apoio total do superintentende do Incra, Sérgio Bayum, o órgão tomou a frente do projeto e buscou parcerias para viabilizar o empreendimento.

Atualmente o empreendimento conta com apoio da Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia (SEICT) e da Prefeitura de Brasiléia.

“O projeto foi iniciado pelo Incra em 2016, que são criadores tradicionais de frangos caipiras e que estavam com dificuldades. Através do Incra, através do programa Terra Sol começamos o projeto. Tivemos dificuldade de orçamento nos últimos anos e buscamos uma parceria com o governo. Neste primeiro momento serão atendidos 25 famílias, mas no médio prazo essa capacidade vai para 100 famílias sendo contempladas. A capacidade de abate é de 500 aves por dia. A expectativa é iniciar em dezembro já com 5 toneladas do produto a serem colocadas no mercado. Os produtos serão comercializados dentro das exigências sanitárias e dos padrões técnicos padronizados, garantindo um produto de excelente qualidade”, diz Márcio Alécio.

A entidade proponente do projeto representa as famílias beneficiárias que trabalham desde 2016. A cooperativa foi criada pelas famílias especialmente com objetivo de desenvolver a cadeia produtiva das aves caipira e semi-capira, visando atuar e executar ações voltadas desde a produção, o processamento agroindustrial e a comercialização dos produtos.

As famílias tradicionalmente comercializavam os animais vivos ou abatidos, de forma rústica ou artesanal, diretamente em suas propriedades ou em feiras livres, para consumidores finais, restaurantes, pequenos comércios e supermercados, entre outros. São ainda potenciais fornecedores para os programas institucionais, como o Programa de Aquisição de Alimentos – PAA e o Programa Nacional de Alimentação Escolar – PNAE.

Importante frisar que as famílias conquistaram, em 2019, o Selo Nacional da Agricultura Familiar – SENAF para criação de frango, galinha e galo caipira, expedido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA. Adicionalmente, as famílias realizam também o cultivo de hortaliças, frutíferas, milho, feijão, mandioca, o extrativismo da castanha do brasil e criam outros pequenos animais, mantendo a agrobiodiversidade típica da agricultura familiar, o que contribui inclusive para integração produtiva e ampliação da criação de aves caipira e semi-caipira nos assentamentos.

As famílias cooperadas participaram de diversos outros projetos, principalmente os desenvolvidos pelo Incra, considerado um parceiro estratégico, por ter sido o responsável pela criação dos assentamentos e desenvolvimento projetos voltados para construção das casas, acesso ao crédito instalação e do Pronaf, assistência técnica, abertura e melhorando de ramais, construção inicial do abatedouro, entre outros investimentos dos participaram diretamente.

A Cooperativa conta também com o apoio do Governo do Estado, da Conab e da Prefeitura de Brasiléia, previamente contactados, para elaboração e execução de projeto voltados ao PAA e ao PNAE, com apoio técnico direto da SEPA e EMATER, principalmente, para os serviços de assistência técnica, elaboração de projetos de crédito do Pronaf e comercialização.
Além disso, tem estabelecido contato com a Acreaves, parceria para realizar treinamento para o abate, bem como é assistida pelo Sistema OCB/Sescoop para desenvolvimento e gestão da Coopasc. Outras informações sobre a organização e gestão da Coopasc estão contidas no Plano de Negócios.

O projeto tem como objeto finalizar a implantação e a estruturação do abatedouro de aves “caipira” e “semicaipira” no PDS Porto Carlos, em Brasileia/AC, por meio da realização de obras e instalações complementares, aquisição de máquinas, materiais e equipamentos, contratação de serviços especializados, para que o empreendimento entre em operação e possibilite o abate e a comercialização de frangos e galinhas caipiras e semi-caipiras.

A criação de frangos e galinhas caipira e semi-caipira contribui para diversificar a produção e gerar renda para agricultura familiar, além de se apresentar como opção diferenciada para consumidores preocupados com a saúde, segurança alimentar e meio ambiente. Somente com a atividade de criação de aves caipira, às famílias podem conquistar renda superior a dois salários mínimos mensais, o que contribuirá decisivamente para a melhoria da qualidade de vida e permanência no campo com mais dignidade.

Marcos Castro, presindente da cooperativa, se mostra otimista com os novos tempos para os negócios.

“Como presidente estamos nesta jornada desde 2017. Estamos otimistas com o apoio do nosso amigo Márcio. Se Deus quiser em dezembro já inauguramos. A tendência é funcionar e prosperar. Temos boas parcerias, como a Prefeitura de Brasiléia, o Incra, Seit, isso nos ajuda a chegar onde estamos”, diz.

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