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sábado 23 outubro 2021

Sindicato entrará com ação civil pública contra Prefeitura de Rio Branco

POR Assessoria

O Sindicato dos Médicos do Acre (Sindmed-AC) entrará com uma ação civil pública contra a prefeitura de Rio Branco por realizar de forma repetida processo seletivo para a contratação de médicos. A Constituição Federal obriga o gestor a realizar concurso público efetivo, combatendo o trabalho precário.

A decisão de abrir um processo é pautado na proposta já apresentada à gestão municipal de valorização da classe, melhorando o atendimento para o rio-branquense por meio de profissionais que possam se fixar na localidade, eliminando o trabalho provisório.

“Temos duas faculdades em Rio Branco, mas o Acre é o estado que proporcionalmente mais exporta profissionais por falta de oportunidade de concurso efetivo e de salário digno. Seleção provisória desestimula e precariza a o serviço de saúde”, alertou o presidente do Sindmed-AC, Guilherme Pulici.

O último certame para contratação efetiva de médico foi em 2015, existindo defasagem de profissionais há seis anos, situação que apenas se agrava sem a atualização do Plano de Cargo Carreira e Remuneração (PCCR).

O sindicalista ainda alertou que o salário divulgado em notícia da prefeitura também não condiz com a realidade, pois o valor é de R$ 1,8 mil, existindo gratificações que acabam complementando a remuneração, o que pode variar.

“Divulgar esse valor ilude o profissional que, após receber o primeiro mês, acaba desestimulado e pede demissão. O salário que irá para a aposentadoria e para efeito de licença é o valor de R$ 1,8 mil, deixando Rio Branco com um rodízio de servidores que acabam trocando a capital acreana por outras cidades”, argumentou Guilherme Pulici.

Vexame da prefeitura

Guilherme Pulici ainda criticou na tarde desta segunda-feira, 11, a decisão da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) em suspender a vacinação contra o coronavírus (Covid-19) durante o feriado do dia 12. Para o sindicalista, existe falta de planejamento na gestão, prejudicando as pessoas que possuem uma jornada de trabalho que dificulta o acesso a unidade de saúde.

“Existem pessoas que só conseguem ser vacinados em feriados por trabalharem em jornadas que encerram após às 19h. Essa pessoa está sendo prejudicada e o reflexo é a demora em atingir toda a população, ampliando o risco de circulação de novas variantes”, finalizou.

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