Trabalhadores em educação dão ultimato ao prefeito Tião Bocalom

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Os trabalhadores em educação da rede municipal vestidos de preto fizeram uma manifestação no dia de ontem em frente à prefeitura de Rio Branco (no centro), para cobrar da Secretaria Municipal de Educação (SEMEC) a extensa pauta de reivindicação da categoria. Eles deixaram um aviso que retornam na próxima terça-feira (dia 27), em busca de uma contraproposta da Secretaria Municipal de Educação (Semec), mas anteciparam que se não houver nenhum avanço nas negociações com o movimento sindical, os professores e funcionários de escola ameaçam cruzar os braços por tempo indeterminado.

Os servidores da rede municipal de ensino cobram a reposição das perdas inflacionária dos últimos anos, pagamento da insalubridade dos funcionários de escola que exercem atividades de risco, auxílio- alimentação, elevação do piso base dos funcionários de escolas que estão ganhando no piso base apenas R$998,07, a revisão do Plano de Cargos, Carreiras e Remunerações (com restruturação das tabelas) e valorização dos gestores e da equipe gestora das escolas da rede municipal. Diante do impasse, a presidente do Sinteac Rosana Nascimento, colocou em votação o prazo de entrega do parecer jurídico com os pontos pleiteados pela categoria. Os manifestantes em assembleia deliberativa defenderam que a apresentação do parecer da Procuradoria Jurídica do Município com a garantia da reposição inflacionária dos últimos anos, o pagamento de um salário mínimo no piso base dos funcionários de escola revisão das tabelas do Plano de Cargos, Carreiras e Remunerações (PCCR) possa ser entregue até a próxima terça-feira (dia 27).

Os diretores de escola, acompanhado dos funcionários municipais, fizeram questão de participar da manifestação pacífica na praça da Revolução. O ato público foi encabeçado pela diretoria do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac) e da Associação dos Servidores Municipais de Rio Branco (Assemurb), que pedem retomada das negociações paralisada desde o fim da gestão passada.

Um professor em início de carreira na rede municipal recebe um piso base de R$2.285,00, enquanto um professor com mais de 20 anos de carreira no magistério pouco mais de R$3.000,00. Com o achatamento salarial a categorias cobra a reposição das perdas inflacionárias dos últimos anos. Manifestantes mais exaltados cobraram a apresentação da contraproposta da equipe de negociação do município, o prefeito Tião Bocalom (Progressistas), acompanhado dos assessores mais próximos, foi pessoalmente para entregar o documento que permite a instalação da Comissão que tratar de ponto, a ponto da pauta dos servidores municipais.

Questionado pela imprensa se atenderia o pleito dos trabalhadores em educação, o prefeito declarou que o município tem recursos para atender as reivindicações do movimento sindical, mas que precisava do parecer da Procuradoria Jurídica Municipal por conta do impedimento da Lei Complementar 173/2020, que proíbe o reajuste no salário de servidores federais, estaduais e municipais até 31 de dezembro deste ano. “Graças a Deus temos recursos em caixa, só podemos fazer as coisas dentro da legalidade”, ponderou o gestor municipal.

A Tribuna