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Grávida com Covid morre após parto em Marechal Thaumaturgo; família denuncia falta de médicos

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Uma mulher grávida, S. O. M, de 31 anos de idade, faleceu na cidade de Marechal Thaumaturgo após trabalho de parto no início da manhã desta sexta-feira (28). A família alega que a paciente faleceu por falta de médico especialista para atendê-la, já que ela apresentou um quadro de placenta retida.

O diretor da unidade mista de saúde da cidade, Lucas Moreno, confirmou que não havia médico na unidade no momento que a paciente deu entrada, mas explica que o parto era considerado de risco e que ela já havia sido orientada que o procedimento deveria ocorrer na maternidade de Cruzeiro do Sul, mas por conta própria a mulher voltou para Marechal Thaumaturgo na terça-feira (25).

“A paciente já tinha tido a mesma complicação na primeira gestação dela, que é a placenta retida, e foi orientada pela equipe que a acompanhava a realizar o parto na cidade de Cruzeiro do Sul, onde já tinha sido encaminhada, mas por conta própria ela voltou para Marechal Thaumaturgo”, explica Lucas.

Lucas conta ainda que o parto foi realizado e a paciente estava estável, mas a placenta não expeliu e isso ocasionou complicações pós-parto.

“Após o parto ela estava estável, mas foi apresentando piora durante a madrugada e foi realizado todos os procedimentos cabíveis e contamos com o apoio da equipe do Samu. Por volta das 6h ela não resistiu. Ela já estava regulada para ser transferida para Cruzeiro, mas não resistiu. Nossa unidade não tinha médico por falta de profissionais, mas não por falta de contrato”, conta Lucas.

O diretor afirmou ainda que a paciente apresentava sintomas de Covid-19 e realizou o teste. Após o falecimento, saiu o resultado e foi confirmado que ela estava contaminada pela doença.

Faltam médicos na cidade

Lucas lembra que cidades como Marechal Thaumaturgo, consideradas isoladas, sofrem com a falta de médicos. Ele disse que existem contratos emergenciais, mas faltam profissionais interessados a trabalharem na cidade.

“Temos vagas para médicos com contratos emergenciais, mas faltam médicos que queiram trabalhar aqui”, disse.

O diretor conta ainda que a equipe de enfermeiros se desdobra para não deixar a unidade sem atendimentos enquanto não tem médicos de plantão.

“A equipe de enfermagem que se reuniu e sempre se reúne para ajudar nas intercorrências”, disse.

 

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