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Luiz Gonzaga vai solicitar reconstrução de escolas rurais abandonadas às margens do rio Liberdade

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O primeiro-secretário da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Acre, deputado estadual Luiz Gonzaga (PSDB) esteve neste final de semana visitando as comunidades que ficam localizadas ao longo do rio Liberdade, a 60 quilômetros de Cruzeiro do Sul.

Durante nove horas de barco subindo o rio Liberdade, o parlamentar pode acompanhar de perto a situação vivida por diversos moradores, que relatam total abandono por parte do poder público na saúde, educação e incentivo à produção e escoamento.

O deputado visitou cinco escolas públicas estaduais que atendem diversos jovens e adultos em várias comunidades ribeirinhas ao longo do Liberdade e constatou que apenas duas estão funcionando, prejudicando assim o ano letivo de pessoas que precisam concluir o Ensino Fundamental e Médio.

Em uma das comunidades visitadas por Luiz Gonzaga, a São Sebastião, às margens do Liberdade, o produtor rural Simão de Souza, de 29 anos, contou que a única escola existente no local está há dois anos sem funcionar.

“A única escola que temos na comunidade já está há dois anos sem funcionar. Aproximadamente 50 alunos dentre jovens e adultos estão sendo prejudicados desde ano passado, inclusive a falta de uma internet rural na localidade para que os alunos façam pesquisa está prejudicando o aproveitamento dos estudantes da comunidade ribeirinha, pois não temos como tirar dúvidas em pesquisas na rede mundial de computadores”, disse o morador.

Outro problema grave é a péssima estrutura das unidades escolares.

Escolas sem condições de funcionamento, sem telhados, falta de mesas e cadeiras e ausência de infraestrutura mínima para que professores possam dar aulas.

“Já fiz indicações para a reconstrução de algumas escolas nas regiões do Alto Acre e pretendo apresentar também uma indicação para que essas escolas às margens do rio Liberdade sejam reconstruídas, pois não apresentam as mínimas condições para atender os alunos das comunidades que estudam às margens do rio”, disse o parlamentar.

Gonzaga também ouviu reclamações quanto a falta de unidades de saúde na região. Inclusive um dos moradores mais antigos da comunidade Limão, também às margens do manancial, conhecido como Garrincha, relatou que a única base de emergência que havia no lugar e que atendia as famílias foi retirada.

“Aqui nós precisamos mesmo é de uma rede de saúde. Para fazer alguma coisa aqui temos que levar nossas crianças até a ponte, e de lá até Cruzeiro do Sul, pois antigamente nós até tínhamos uma base de emergência mas tiraram daqui, nós tínhamos uma base de saúde, um agente de saúde e agora não temos mais nada, estamos abandonados”, desabafou.

O deputado afirmou que ainda esta semana vai apresentar um requerimento na Assembleia Legislativa solicitando ao secretário de Saúde do Estado, Alysson Bestene, um agente de saúde que faça visitas pelo menos duas vezes na semana para atender as necessidades das famílias da comunidade.

Já em outra comunidade, Luiz Gonzaga ouviu reclamações quanto a falta de incentivo a agricultura por parte do governo do Estado. O senhor José Augusto, de 69 anos, um dos moradores mais antigos da região contou que os produtores do local têm enorme dificuldade para escoar seus produtos.

“A falta de incentivo e ajuda têm dificultado o escoamento de produtos, dificultando inclusive a venda dos insumos que são enviados à cidade por falta de um galpão para expôr nossa produção e facilitar assim a venda da nossa produção.”

“Havia antigamente nas proximidades da ponte sobre o rio Liberdade um galpão, que servia inclusive para que as pessoas pudessem dormir no local, e no dia seguinte expôr sua produção, mas infelizmente não existe mais”, lembrou Luiz Gonzaga, que vai enviar um requerimento à Secretaria de Produção e Agronegócio solicitando assistência urgente aos agricultores.

O presidente da associação dos moradores que representa as 23 comunidades que vivem à margens do rio Liberdade, Manoel Soares, procurou o deputado Luiz Gonzaga para pedir apoio e incentivo aos produtores rurais.

A falta de água tratada é um dos grandes problemas enfrentados pelos ribeirinhos.

“Você vê uma água igual essa aí do rio que a gente usa para beber, mas isso não é água, pelo menos dessa cor aí, não é saúde”, disse Manoel Soares.

Além das dificuldades para conseguir água potável, Manoel Moraes relata que a falta de energia elétrica também é uma das dificuldades enfrentadas pelas comunidades.

“Muitas pessoas tem gerador, mas alguns não tem, daí você fica que nem um animal se batendo nas paredes, nas portas, nas janelas e se você não tiver uma lanterna passa um sufoco muito grande.”

A falta de um barco para escoar a produção agrícola das comunidades ribeirinhas tem sido outro grande desafio. Não existe nenhum incentivo público para auxiliar a retirada da produção.

“Antes nós tínhamos um barco para escoar nossa produção, ele dava o motorista, dava a gasolina. Você às vezes nem nas sacas de farinha pegava, pois tinha alguém para carregar também, daí você levava até a ponte e de lá vendia, mas hoje não tem mais, e o jeito agora é você levar na sua canoa mesmo, pois se acabou tudo”, disse.

Por falta de uma embarcação, os produtores acabam vendendo suas mercadorias por menos da metade do preço.

“É a primeira vez que vejo um político vindo aqui sem ser em ano de eleição para pedir voto, pois é só o que sabem fazer, por ser um lugar muito distante, ninguém quer vir, e quando vi aqui o deputado, fiquei feliz pois estou tendo a oportunidade de passar pra ele nossas dificuldades e esperando que ele consiga levar esse nosso apelo às nossas autoridades”, finalizou o presidente da associação.

Após ouvir Manoel Soares, o deputado Luiz Gonzaga afirmou que vai agendar uma reunião com o representante da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Cruzeiro do Sul e levar as demandas da comunidade com o objetivo de encontrar possíveis soluções.

“Ainda esta semana irei marcar uma reunião com o secretário da Semeia, e levar todas essas demandas e pedir o mais rápido possível uma assistência a esses produtores que estão passando por essa dificuldade. Não podemos aceitar que pessoas tão humildes e trabalhadoras continuem passando por isso”, disse o parlamentar.

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