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Rio Branco, Acre,

 

Cotidiano

Acre permanece na Bandeira Vermelha com manutenção de medidas restritivas

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O Comitê de Acompanhamento Especial da Covid-19 no Acre realizou na tarde desta segunda-feira, 5, a vigésima coletiva de informe sobre o avanço da pandemia no estado. Com análise dos dados de 14 a 27 de março, todo o Acre se mantém em Nível de Emergência (Bandeira Vermelha), situação onde se encontra desde o dia 1 de fevereiro.

Num quadro geral, as três regionais tiveram piora nos índices de isolamento social, aumento de casos de Covid-19, aumento de notificações por síndrome gripal e aumento de óbitos, com um altíssimo índice de ocupação de leitos tanto de enfermaria, quanto de UTI. O cenário mais crítico, hoje, é na regional do Baixo Acre/Purus, onde o maior hospital de referência do estado, na capital, não possui leitos de UTI disponíveis.

Em todo o estado, quase 7 mil notificações por síndrome gripal foram registradas só no período de 21 a 27 de março, transformando este no pior quadro da pandemia até agora, numa manutenção de óbitos que ultrapassam os 50 por semana, há quatro semanas consecutivas.

O secretário de Saúde, Alysson Bestene, destacou que neste momento todas as medidas restritivas existentes até então no estado se mantêm. O governo segue com esforços e desafios diários para o combate à proliferação da doença e manutenção da assistência à saúde com abertura de leitos, mas que apenas o trabalho conjunto, com participação da população, entidades e executivo federal e municipal que poderemos alcançar melhores resultados.

“Reforço mais uma vez as medidas que precisamos adotar e que esse é um momento de união de todos nós, pessoas e instituições, para que possamos vencer essa doença aqui no estado do Acre. E pedimos novamente a todos que não se aglomerem, lavem as mãos, usem máscaras. Precisamos barrar o avanço do vírus”, conta o secretário.

Medidas são mantidas

O Estado manterá as medidas adotadas desde fevereiro para o controle da doença, que incluem o funcionamento de quase todos os setores econômicos com a capacidade máxima de 20% em Bandeira Vermelha, além da adoção obrigatória de medidas sanitárias, como o uso de máscaras.

Vale lembrar, ainda, que por meio do decreto 8.445, foi adotado o Toque de Restrição, que torna proibida a circulação de pessoas das 22 às 5 horas da manhã, todos os dias da semana.

Os finais de semana seguem com as medidas mais rígidas de contenção, onde ficam impedidos de abrir para atendimento ao público todo o comércio não essencial, além de restaurantes, lanchonetes, supermercados e similares, onde o atendimento deverá ser apenas por serviço de delivery. Fica proibido qualquer tipo de atendimento presencial ao público, inclusive na modalidade drive thru. Também está suspensa a aglomeração de pessoas em espaços públicos e privados destinados à recreação e ao lazer.

Quanto aos templos religiosos, o procurador-geral do Estado, João Paulo Setti, atentou que a decisão monocrática do Supremo Tribunal Federal (STF) no último fim de semana pouco altera as medidas adotadas no Acre. A abertura já era permitida em 20% da capacidade, podendo ser expandida agora para 25%.

O Pacto

O Pacto Acre Sem Covid é uma ferramenta destinada a viabilizar a harmonia entre o desenvolvimento econômico, o direito de proteção à saúde e os valores sociais do trabalho, tendo por finalidade precípua a efetiva proteção do direito à vida.

Este instrumento assegura a retomada gradual e responsável das atividades econômicas e comerciais no âmbito estadual, por meio de mecanismos impulsionados pela atuação conjunta da sociedade, do setor econômico e do poder público, tendo como referência, diretrizes e decisões baseadas em dados oficiais e evidências científicas.

Os níveis de classificação de risco foram divididos em Vermelho, Laranja, Amarelo e Verde, respectivamente do mais restritivo para o mais flexível. A cada 14 dias é realizada uma nova avaliação dos indicadores, cabendo às prefeituras realizar a autorização das atividades permitidas no respectivo nível de risco apurado por meio de decreto municipal, bem como a instituição de protocolos sanitários a serem seguidos pelos setores da economia que estejam autorizados a funcionar. Um trabalho que envolve Estado, prefeituras, entidades e conta com o apoio de toda a comunidade.

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