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Rio Branco, Acre,

 

Política

Petecão lamenta perder assessores para Covid e desabafa: “Não consegui UTI. Doca morreu na ‘sala da morte'”

Redação Folha do Acre

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Espero que ninguém passe pelo que estou passando neste momento. Deus tenha misericórdia do Acre, só o senhor pode nos ajudar, disse o senador

O senador Sérgio Petecão (PSD/AC) lamentou nesta quinta-feira (4) o falecimento de dois dos seus assessores vítimas da Covid-19.

Raimundo Nonato da Silva Lima, o Doca, Carlos Alberto Nascimento, o Beto, que trabalhavam há anos com Petecão, faleceram vítima da doença nesta semana.

Sérgio Petecão diz que está se sentindo fraco e insignificnte por não conseguir leitos em UTIs para internar os assessores. Ele conta que o Doca não conseguiu UTI e morreu na “sala da morte”.

Confira o texto do senador:

Nasci e me criei no Acre. Confesso a vocês que nunca imaginei que pudesse passar pelo que estou passando. Até achei que não tinha mais lágrimas. As lágrimas fazem parte do afeto, do carinho e da gratidão. O que estou sentindo neste momento é uma fraqueza, uma insignificância e uma preocupação grande COM O QUE ESTÁ POR VIR, para o povo do meu estado. Fico muito triste só em imaginar o que as pessoas estão passando nestas unidades de saúde. Eu senti na pele, tanto com o BETO, e agora com o DOCA, foi pior, muito pior. Nunca pensei que pudesse passar por tanta humilhação. Corri, pedi, pedi, me humilhei para conseguir uma UTI, uma UTI, o BETO a família depois de muita luta e muita humilhação conseguiu uma UTI no pronto socorro, acho, só acho que o BETO morreu sofrendo menos. O DOQUINHA DE MANAUS, como a gente chamava, não teve a mesma sorte, morreu sofrendo muito, pedindo para sair dali, uma tal de sala vermelha, depois me disseram que é a tal sala da MORTE. O argumento é que não podia mexer no paciente, fiquei sabendo que a situação é tão grave, gravíssima, que pacientes com parada cardíaca o pessoal da limpeza está ajudando a reanimar. Tentei falar com todas as AUTORIDADES, do governador aos assessores mais importantes. Quero aqui agradecer de coração aqueles que tiverem a consideração de pelos menos atender o telefone. Eu sei que isso está quase normal aqui no nosso estado, isso não pode ser normal. Está morrendo muita gente. Hoje estou sofrendo muito, perdi dois irmãos, o BETO e o DOCA. Espero que ninguém passe pelo que estou passando neste momento. Deus tenha misericórdia do Acre, só o senhor pode nos ajudar.

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