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Rio Branco, Acre,

 

Política

Deputado que processa jornalistas defende colega que ameaçou bater em ministro do STF em nome da liberdade de opinião

Gina Menezes

Publicado

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Deputado Alan Rick, que já processou jornalistas que o criticam, diz que votará pela soltura de Daniel Silveira, preso por ameaçar ministros do STF

O deputado Alan Rick Miranda (DEM/AC), que comumente processa jornalistas que ousam escrever o que não lhe agrada, parece ter dois pesos e duas medidas para defender a liberdade de opinião.

Alan afirmou nas redes sociais que votará pela soltura do deputado Daniel Silvira, preso após gravar um vídeo de mais de 9 minutos xinganbdo os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e chamando o ministro Edson Fachin de “vagabundo” e dizendo que sonhava em “dar uma surra” no membro da mais alta corte do país.

Para Alan Rick, que processa jornalistas e militantes de redes sociais quando o criticam, a postura do deputado Daniel Silveira é legítima

“Sua prisão da forma como foi conduzida viola o artigo 53 da Constituição e abre um precedente contra a liberdade de opinião. Por isso volto pela soltura do deputado”, postou.

A prisão de Daniel Silveira foi determinada pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes, que determinou a prisão do deputado Daniel, em flagrante, na noite de terça-feira (16), por ter divulgado um vídeo com ofensas ao Supremo.

Silveira é alvo de dois inquéritos na corte — um apura atos antidemocráticos e o outro, fake news. Já Moraes é relator de ambos os casos, e a ordem de prisão contra o deputado bolsonarista foi expedida na investigação sobre notícias falsas.

Veja trecho das declarações do deputado defendido pelo deputado acreano Alan Rick

“O que acontece, Fachin, é que todo mundo já está cansado dessa sua cara de filho da puta que tu tem. Essa cara de vagabundo, né. Decidindo aqui no Rio de Janeiro que polícia não pode operar enquanto o crime vai se expandindo cada vez mais. Me desculpe, ministro, se estou um pouquinho alterado. Realmente eu tô. Por várias e várias vezes já te imaginei tomando uma surra. Ô… quantas vezes eu imaginei você e todos os integrantes dessa Corte. Quantas vezes eu imaginei você, na rua, levando uma surra. O que você vai falar? Que eu tô fomentando a violência? Não. Eu só imaginei. Ainda que eu premeditasse, ainda sim não seria crime. Você sabe que não seria crime. Você é um jurista pífio, mas sabe que esse mínimo é previsível”.

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