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Rio Branco, Acre,

 

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Com mais de 1,4 mil casos de dengue, Rio Branco decreta situação de emergência

Redação Folha do Acre

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A prefeitura informou que no último Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa), feito de 4 a 9 de janeiro, a capital acreana registrou o índice de infestação predial de 8,86% dos imóveis pesquisados, sendo que o aceitável pelo Ministério da Saúde é e até 1%.

Ainda de acordo com o documento, 88% dos focos de mosquito são encontrados nos domicílios, como em caixas d’água, reservatórios a nível de solo, lixo doméstico ou em terrenos baldios. O alto índice de infestação e aumento dos casos de dengue indicam, segundo o decreto, um cenário de epidemia.

“Esse decreto foi assinado na segunda à tarde e está sendo publicado hoje [terça] e já passa a valer exatamente porque a situação da dengue disparou. Infelizmente, desde o mês de dezembro ela já vinha numa crescente e no mês janeiro, nas últimas três semanas, ele disparou. Então, a gente precisa, com esse decreto, que as pessoas entendam que, realmente, agora a situação é emergente e que a gente precisa tomar o máximo de cuidado”, disse o prefeito.

O decreto tem validade de 180 dias. Neste período, a prefeitura autorizou a contratação temporária de pessoal para atender a situação e autorizou a Secretaria Municipal de Saúde a requisitar pessoal e equipamentos de outras secretarias para desenvolver as ações de eliminação dos focos de proliferação do mosquito.

O documento determina que as equipes de agentes de controle de endemias e agentes comunitários de saúde intensifiquem as medidas de prevenção e controle do mosquito junto à população.

E autoriza que os agentes de controle de endemias, agentes comunitários de saúde e auditores fiscais sanitários possam adentrar em lotes vazios ou em locais cujas residências estejam fechadas para monitoramento, tratamento e eliminação de possíveis focos de infestação de larvas do mosquito.

“Nosso pessoal da Vigilância vai para rua, vai poder orientar as pessoas, e com esse decreto a gente pode fazer as campanhas publicitárias para que a gente possa conscientizar mais as pessoas. Se não ajudar, vamos ter problemas seríssimos, porque a dengue também mata e mata talvez até mais do que a Covid-19. A dengue hemorrágica por exemplo, já tivemos seis casos esse ano e duas pessoas morreram. Então é aí que a gente chama atenção das pessoas”, afirmou Bocalom.

Fumacê

Para tentar conter o avanço dos casos na capital acreana, Bocalom afirmou que servidores da Secretaria de Saúde Municipal e da Sesacre já iniciaram o processo de borrifação em toda cidade utilizando inseticida que ajuda no combate ao mosquito Aedes Aegypti.

Contudo, o prefeito destacou que é necessário a ajuda dos moradores no combate ao mosquito evitando água parada nos quintais, limpar e tampar sempre as caixas de água, vasos de planta, retirando sempre lixo e entulhos.

“A sociedade precisa ter um carinho e olhar diferenciado para isso, senão vamos ter problemas seríssimo com a dengue. Já estamos tendo, hoje está o dobro do que é aceitável. Nossa Secretaria de Saúde Municipal junto com a Saúde Estadual pegaram os carros e estão passando com o fumacê na cidade, os agentes de endemias juntamente com os agentes comunitários estão indo nas casas, mas peguei isso aqui há 30 dias e o negócio estava bagunçado e não se arruma em 30 dias. A população precisa ajudar e é isso que peço. Todo mundo precisa ajudar ou o mosquito acaba com a gente”, pediu.

Casos de Covid-19

A capital acreana registra o maior número de casos de Covid-19 do estado. Segundo último boletim da Secretaria Estadual de Saúde, divulgado nessa segunda (1), Rio Branco tem 22.014 casos confirmados da doença e 548 pessoas perderam suas vidas em decorrência da infecção.

Em março do ano passado, a então prefeita Socorro Neri decretou situação de emergência em Rio Branco após a cidade registrar os três primeiros casos confirmados do novo coronavírus.

De lá para cá, assim como todo estado, a capital vem enfrentando uma série de desafios no combate à doença, e tem publicado vários decretos de restrições para tentar frear o avanço da pandemia.

Nessa segunda, com quase 100% de ocupação de leitos destinados ao tratamento da doença, aumento de mortes e casos de Covid-19, o governo colocou todo o estado na fase de emergência, representada pela cor vermelha.

Com isso, todos os servidores públicos devem trabalhar em regime de trabalho remoto, ressalvados os casos necessários à garantia da manutenção dos serviços considerados essenciais e imprescindíveis à população. As aulas das redes públicas e privadas estão proibidas na forma presencial.

G1

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