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Rio Branco, Acre,

 

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Familiares tiveram que fazer urna de concreto para enterrar parente em Senador Guiomard

Redação Folha do Acre

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Uma família de Senador Guiomard denunciou domingo o caos existente no setor funerário e no cemitério municipal, que acabou gerando situação constrangedora. Familiares tiveram, eles próprios manusear pás, enxadas, correr atrás de areia e cimento para construir uma urna de concreto no cemitério para enterrar uma parenta falecida no dia anterior.

No município os espaços no cemitério são urnas de concreto, construídas pela prefeitura. Mas para essa família que não quer se identificar, o enterro se transformou em motivo de constrangimentos e um total desrespeito.

O Filho conta que na hora de enterrar foi alertado pelo coveiro que não havia uma urna disponível. Como os membros da família sabem trabalhar com material de construção, eles mesmos decidiram fazer a obra. Um dos filhos conseguiu areia e cimento e foi fazer a massa. Ao mesmo instante outros carregavam: cimento, tijolo e madeira até o local das urnas. O serviço foi feito embaixo de uma chuva fina. Enquanto isso o caixão com o corpo permanecia no carro da funerária. “Em pleno luto e para não ver o corpo ficar sem um lugar no cemitério tivemos que guardar a indignação e fazer um serviço que já deveria ter sido oferecido pela prefeitura”, reclamou.

A família está revoltada e vai acionar a Justiça para cobrar indenização por parte do município e evitar que outras famílias passem pela mesma situação.

O cemitério de senador Guiomard sempre foi alvo de denúncias, e dessa vez, o problema pode ter surgido de um desentendimento entre a nova gestão e os coveiros. Os trabalhadores alegam que a prefeitura cortou benefícios e gratificações, e exige que os coveiros façam o serviço de pedreiro para pagar apenas um salário-mínimo.

Nessa confusão família foi a principal vítima. A prefeitura promete punir os culpados e buscar uma solução imediata para evitar que outras famílias passem pelo mesmo constrangimento. O secretário de administração confirmou que as gratificações foram cortadas até que a prefeitura possa analisar esse pagamento a mais aos trabalhadores e vai conversar com os responsáveis pelo cemitério para que esse problema não se repita. “Vamos enviar uma nota de solidariedade à família. As pessoas estão politizando os problemas no cemitério. Não vamos admitir, não podemos fazer as famílias sofrerem”, concluiu.

Com informações A Tribuna

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