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Rio Branco, Acre,

 

Cotidiano

Após quase 5 anos com aparelho quebrado, governo prevê retorno de radioterapia no AC ainda em janeiro

Kenedi Rodigues

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Desde 2016 Unacom parou de fazer radioterapia por conta de problemas no equipamento. Desde então, os mais de 450 pacientes do Acre que precisam do tratamento são transferidos pelo TFD para outros estados.

Os pacientes do Acre que estão na luta contra o câncer e precisam fazer radioterapia receberam uma notícia um tanto animadora esta semana. É que o único aparelho do estado que faz o tratamento passou por manutenção e deve voltar a funcionar até o final deste mês.

Desde 2016, os 457 pacientes que necessitam da radioterapia no Acre estavam sendo enviados por meio do Tratamento Fora de Domicílio (TFD) para os estados vizinhos do Amazonas e de Rondônia para fazerem o tratamento oncológico.

Com o retorno do funcionamento do equipamento, esses pacientes vão poder voltar a fazer o tratamento no Hospital do Câncer do Acre, em Rio Branco.

O G1 questionou a Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre) sobre qual valor o estado gastou durante esses cinco anos com a transferência de pacientes para outros estados, mas foi informado que os dados devem ser repassados na próxima semana.

Conforme o governo, o retorno do serviço de radioterapia no estado foi uma das metas de gestão do governador Gladson Cameli. Mas, devido à “burocracia”, a situação demorou para ser resolvida.

Segundo as informações, ao serem avaliados os critérios para o funcionamento do acelerador linear, equipamento que faz a radioterapia, foram constatados problemas tanto na estrutura física, como a falta de um físico-médico, a necessidade da substituição de peça e a aprovação por parte da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).

Em 2019, na gestão de Cameli, a Sesacre iniciou uma reforma no local, além da contratação do profissional para executar o serviço e a substituição da peça do aparelho de acelerador linear.

Após esse trabalho, o Hospital do Câncer deu início aos processos de avaliação e comprovação do funcionamento do acelerador linear. Foi então que, esta semana, a CNEN autorizou o funcionamento do aparelho.

Obra e falta de recurso

A reforma no Hospital do Câncer do Acre foi iniciada em maio de 2017 e estava orçada em mais de R$ 1,2 milhão. De maio a outubro daquele ano, quando a obra foi paralisada, somente 1,6% do cronograma foi cumprido.

Na época, a Sesacre informou que por várias vezes enviou ofícios ao Ministério da Saúde justificando a importância da continuidade no repasse de verbas para a conclusão da reforma do 1º pavimento da Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon).

Porém, segundo o órgão, todos os pedidos foram indeferidos. Por isso, ficou decidido que a construção fosse retomada com recurso próprio. A previsão, na época, era de que a obra na sala de radioterapia seria concluída até o segundo semestre de 2018.

De lá para cá, os mais de 450 pacientes, além de enfrentarem as dificuldades da doença, precisam se distanciar de suas famílias e fazem o tratamento em outros estados.

G1 AC

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