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Rio Branco, Acre,

 

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Fim do auxílio emergencial afetará 57% dos acreanos e tira R$ 100 milhões de circulação no Acre

Redação Folha do Acre

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Com o fim do pagamento do auxílio emergencial do governo federal, que se encerrou em dezembro, quase R$ 100 milhões deixarão de circular na economia local. A medida afetará no Acre, especialmente os 43 mil desempregados, mais cerca de 115 mil trabalhadores que estão sobrevivendo no mercado informal, mais da metade do universo de 257mil trabalhadores que exercem alguma atividade, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “Estamos no período invernoso, a nossa única expectativa de melhora desse quadro é que o poder público retome as obras para minorar o drama destas famílias em situação de vulnerabilidade social”, observou professor de economia Omar Sabino.

De acordo com o pesquisador da Federação das Indústrias do Estado do Acre (Fieac) Carlos Estevão, o estado conta com quase 900 empresas ligadas a indústria da construção civil, mas o setor gerou apenas três mil postos de trabalho no ano passado. Destacou que, em épocas passadas, quando a economia estava aquecida com obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), no governo Dilma Rousseff, as empreiteiras chegaram gerar quase 10 mil postos com carteira assinada. “A pandemia suspendeu todas as atividades econômicas no primeiro semestre e sem as obras públicas, o setor amarga prejuízos”, lamentou.

Informou que há uma década o Acre contava com 70 empresas de grande porte que geravam muitos postos de carteira assinada, agora apenas 33 delas conseguiram sobreviver a crise econômica que caminha para o 5º ano.

Carlos Estevão declarou que o setor empresarial está otimista com o pacote de obras anunciado pelo governo do estado que refletirá na retomada das atividades econômicas (comércio e serviços). “A construção civil aquecida contribui para melhorar os indicadores econômicos em nosso estado”, finalizou o economista animado com a retomada das atividades econômicas.

Afastamento

O levantamento do IBGE apontou que entre os 22 mil trabalhadores afastados do trabalho na semana de referência, cerca de 2 mil (ou 9,1%) estavam sem a remuneração do trabalho. A diferença entre o número de horas habitualmente (40h) e efetivamente trabalhadas (34h) está diminuindo. A região Norte, englobando o Acre, foi novamente a que teve o maior percentual de domicílios recebendo auxílio emergencial: 57,0%. Dos domicílios recebiam o repasse.

O número de pessoas fora da força de trabalho chegou em torno de 350 mil pessoas no mês passado, que responde por uma redução de 0,85% em relação com o mês outubro do ano passado, mas em comparação ao mês de maio manteve-se imóvel. No estado, as pessoas ocupadas e não afastadas do trabalho, trabalharam efetivamente menos horas que as habituais (44 mil pessoas). Para 9 mil pessoas, o número de horas efetivamente trabalhadas foi maior que as horas habituais, o que correspondia a 3,6% das pessoas ocupadas e não afastadas.

Com informações A Tribuna

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