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Rio Branco, Acre,

 

Cruzeiro do Sul

Indígenas bloqueiam BR-364 em protesto por serviços básicos de energia, água e saúde

Redação Folha do Acre

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Desde às 12h da terça-feira (1), os indígenas da etnia Katukina se juntam aos moradores da comunidade Santa Rita nas proximidades do Rio Liberdade, para pedir do poder público melhorias para as comunidades. A reivindicação cobra não apenas energia, mas também, água e atendimento de saúde. O Cacique Fernando Rosa diz que a energia foi prometida muito tempo antes de chegar a pandemia, e pede a presença de um representante da Energisa, outro da prefeitura de Cruzeiro do Sul e da saúde. “Nós queremos apenas a presença deles para explicar a gente, esse manifesto é pacífico e não estamos aqui quebrando nada do governo nem agredindo ninguém. Todos nós pagamos impostos, somos brasileiros, eleitores e porque nenhum representante público nos ajuda?”, desabafou o indígena que diz estar ciente do que estão fazendo e que foi até a cidade procurar um responsável na prefeitura e não foi atendido.

Os manifestantes informaram que passam muita dificuldade com a falta de água para manter a higiene e saúde nos indígenas, segundo o cacique, na época do verão eles ficam sem água para beber, que um poço foi perfurado por conta própria para atender a localidade, mas a falta de energia impossibilita que a água seja distribuída para as famílias da aldeia.  “Água é vida, é saúde, é tudo. Se a gente dormir sem tomar banho a doença ataca, sem energia não tem como mandar a água para as casas de cada morador”, disse ele.

Explica também que a falta de energia elétrica os impossibilita de armazenar alimentos. A falta de recursos para ir até a cidade diariamente para comprar alimentos os deixa sem a possibilidade de alimentação adequada, caso tivessem o fornecimento de luz, poderiam refrigerar alimentos e assim manter a população indígena melhor alimentada.

Até às 23h da terça-feira eles ainda não haviam liberado a pista, o líder indígena disse ainda que sabia que na estrada estavam aguardando caminhões com mercadorias, medicamentos e até doentes, mas que só iriam liberar o trânsito dos veículos, quando as autoridades competentes dessem um retorno a sua solicitação, “Eu quero resposta, enviamos os documentos para a melhoria da comunidade e esperamos pela resposta, aqui tem pai de família, tem pessoas de bem e enquanto não tiver resposta vamos permanecer”, finalizou o Cacique Fernando.

Com informações do Juruá Online

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