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Esportes

“Nem Jesus Cristo agradou todo mundo”, diz Bruno sobre repercussão negativa de sua contratação

Redação Folha do Acre

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Pai de família, trabalhador e que quer ser feliz. É assim que o goleiro Bruno Fernandes, de 35 anos, se apresenta ao público atualmente como a nova e maior contratação já feita nos últimos tempos pelo time do Rio Branco. Ele diz que a ideia primordial de sua carreira agora é focar numa força-tarefa pelo futebol acreano, mas, que para isso, também precisa do apoio da torcida. O programa Boa Conversa, do ac24horas, entrevistou o atleta. Nos bastidores, ele revelou que obteve mais de 15 mil seguidores no Instagram desde que chegou ao Acre.

A contratação também é envolta de polêmica. Um dos jogadores de maior qualidade a representar o Estrelão é mineiro, nascido em Ribeirão das Neves. “Nascido e criado na favela”, diz Bruno. Criado pela avó, o jogador lembra ter sido abandonado pelos pais na infância e ter sofrido muito na vida. “Não foi fácil chegar aonde cheguei”. Nesse sábado, dia 1°, ele deu início ao “recomeço”. Participou de um treino coletivo com os jogadores do time e fez gol de falta. “Vou me preparar pra isso também”.

Hoje, marido e pai de três filhas, Fernandes destaca que não deixou a família a cerca de 4 mil quilômetros de distância, em Cabo Frio, à toa. A repercussão negativa de sua contratação é só mais um adereço que ele já está acostumado a conviver, no entanto, pretende mudar a opinião pública “com trabalho e jogando muito”.

“Me surpreendeu a forma com que fui recebido no Rio Branco. Por onde passei fui muito bem recebido, mas nem Jesus Cristo agradou todo mundo. Vim aqui para poder trabalhar e sustentar a minha família”, afirma. O goleiro revela que continuar no esporte faz parte de uma promessa que fez para sua mãe. “As promessa que faço eu cumpro e quero encerrar minha carreira jogando”.

Questionado pelo apresentador Leônidas Badaró, Bruno esquivou-se e preferiu não tocar no assunto de Bruninho, filho de Eliza Samúdio. “Não gosto de mencionar porque ainda corre na justiça. Tem uma burocracia”. O atleta foi condenado pelo homicídio triplamente qualificado de Eliza, sequestro e cárcere privado do filho Bruninho. Somadas, as penas chegaram a 20 anos e 9 meses de prisão. Hoje, o goleiro cumpre regime semiaberto.

“Vim pra ajudar o Rio Branco. Contribuir pra poder chegar aos nossos objetivos. Estou aqui com toda alma e coração. Temos que deixar de olhar pra algumas coisas e olhar pra um objetivo maior. As pessoas tem que pensar que o passado passou, ficou num momento passado”, salienta.

Além disso, ele também falou de sua história do Flamengo e o Atlético Mineiro e fez uma avaliação do futebol de hoje. “Sei muito bem o que não me levou para seleção brasileira. Não sei se eu teria essa oportunidade na seleção por eu ter uma fala polêmica na época. Hoje sei que não é bom falar sempre a verdade, temos que ser políticos também no futebol”.

As expectativas no time acreano são as melhores segundo Fernandes, que garante estar vivendo o sonho de voltar a jogar. “Vou com um passo de cada vez. Vou contribuir para fazer um grande trabalho no clube. Quero deixar minha marca aqui”.

Ac24horas

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