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Secretaria identifica mais de 45 crianças venezuelanas em semáforos de Rio Branco

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Secretaria faz orientações às famílias sobre legislação brasileira e faz encaminhamentos para atendimentos em saúde ou retiradas de documentação, conforme demanda da família.

Em pouco mais de três meses, a Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos de Rio Branco (SASDH) já identificou entre 45 e 50 crianças venezuelanas em situação de vulnerabilidade social nos semáforos da cidade junto com a família pedindo dinheiro e outras ajudas financeiras.

A gerente do departamento de Proteção Social, Especial da SASDH, Silvia Aleticia, disse que o órgão atua para identificar estas situações de violação de direitos ou iminência deles para garantir prevenção e proteção social não só de crianças e adolescentes, mas das famílias.

Ela afirma que o trabalho é feito com o público em geral. Porém, desde março, com o início da pandemia do novo coronavírus, foi intensificado com os venezuelanos que têm sido maioria nas ruas de Rio Branco pedindo nos sinais.

“Já foram abordados em média entre 45 e 50 adolescentes. Só que esse processo não tem como passar número exato porque muitas vezes o estado é corredor de passagem e pessoas chegam e saem todos os dias. Essa evidência que falo é que a criança no semáforo, por exemplo, está vulnerável as mais diversas situações, como ao processo de ser aliciada, trabalho infantil, enfim, é um conjunto de situações”, conta.

A gerente diz que o trabalho é feito como forma de orientação para que eles não sejam levados para as ruas. Além disso, ela afirma que durante as ações eles identificam as demandas das famílias e fazem os devidos encaminhamentos, seja para atendimento em saúde, ou documentos, por exemplo.

“A gente tem dado uma atenção especial, haja vista, o crescente número de crianças venezuelanas sempre acompanhadas pelos pais. A gente não tem identificado crianças sozinhas. O objetivo é orientar esses pais sobre a legislação brasileira. Eles vêm de outro país, com outra cultura e, chegando em outro país, eles precisam ter as orientações devidas a cerca das leis que regem aquele país”, disse Silvia.

Silvia diz que nenhuma destas famílias estão em situação de rua e, por isso, não é feito nenhum tipo de acolhimento por parte da prefeitura. O intuito é que a família seja conscientizada sobre a legislação brasileira.

“A gente não tem nenhum venezuelano morando na rua. Eles geralmente se juntam para alugar uma casa e dividem o aluguel, ou estão na rede hoteleira da Cidade Nova, por ser um preço acessível, com uma média de R$ 40 a diária. Então estas pessoas vão para o semáforo para a questão da subsistência”, contou.

G1

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