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Rio Branco, Acre,

 

Adriano Gonçalves

Crônica da quarentena II

Adriano Goncalves

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Quem poderia imaginar que viveríamos uma situação como essa, nossa vida sob a ameaça de um inimigo invisível que ceifa milhares de vidas.

Tenho pensado muito nos idosos, aqueles que chegaram à grande idade. meus pais, tios, amigos, grande parte do tempo isolados.

A pandemia tem maltratado muito as pessoas.

Quando a Aids apareceu, maltratou muitos também. De tudo que ouvi naquela época, uma frase me ficou. O autor não era uma pessoa que eu admirava.

Em certo programa na TV, o repórter perguntou: Fulano, o que você acha da Aids, como se pudesse dizer algo de bom, ele esticou o microfone. As cinco palavras de sua resposta:

“Acho uma coisa absolutamente injusta”.

De repente, percebi naquele artista, que eu não admirava, uma poessoa sensível ao que estava acontecendo. Não ouvi ainda uma sentença sobre o novo vírus que nos assombra e faz solitários, mas aquela, para mim, foi perfeita.

Embora o contagio seja diferente, assim como ocorreu com a Aids, o covid-19 instalou entre nós o medo um do outro. E agora, como naquela época, a vital exaltação e alegria, mais uma vez, é inibida, fomos podados.

O coronavírus é cruel, porque nos tira o poder de escolha. Não podemos simplesmente conhecer ou nos relacionar com amigos, conhecidos. Na pandemia atual, precisamos de acessórios, mas igualmente perigoso. Não sei se vem acontecendo, tenho dificuldade de imagnar as pessoas se relacionando como se nada existisse, talvez seja possivel.

Estamos enterrados a mais de 40 dias e noies, saindo só para o essencial. Pessoas com seu semblante na penumbra.

Com o distanciamento severo de agora, o noticiário lembram fimes de ficção científica, as certezas fraquejam um pouco, embora a gente acredite que vai passar, só pode passar, ja passou uma vez, vai passar de novo.

O filme de ficção cientifica que me recordei, foi protagonizado pelo ator Vin Diesel na papel de Riddck – SINOPSE E DETALHES – Os Necromongers são guerreiros interplanetários que vivem de assolar novos mundos, oferecendo aos seus habitantes duas opções: se converter ou morrer. Os poucos que conseguem sobreviver a eles passam a acreditar em mitos e profecias, já que não vêem outra saída de salvação. Quem pode ajudá-los é Riddick (Vin Diesel), um homem solitário que vive exilado e fugindo de seus perseguidores.

Hoje o que mais vejo e ouço, são necromongers, senhores da morte. Precisamos ser senhores da vida, e não da morte, que esse isolamento termine, porque assim como enfrentamos a Aids temos que enfrentar o Covid-19 que é infinitamente menor em proporção de devastação.

ADRIANO GONÇALVES

Especialista MINDSET

Coach Ministerial

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