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Jarbas Soster diz que Moro é inconfiável, antidemocrático e deixou governo para ser candidato a presidente

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O empresário Jarbas Soster, CEO do Grupo Soster, usou as redes sociais no último domingo (3) para criticar o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, a quem qualificou como inconfiável e antidemocrático e afirmou que, se confirmado que Moro vinha armazenando informações sobre o presidente, ficará claro que a intenção do ex-juiz sempre foi derrubar o governo.

Segundo a leitura política de Soster, a intenção de Moro sempre foi ser candidato majoritário e estaria se preparando para isso.

Soster também relembrou, em artigo publicado na internet, que Moro à época em que era juiz assumiu o papel de juiz e promotor, o que, segundo ele, teria ficado claro quando foram vazadas mensagens.

“Na ocasião como o vazamento das mensagens tratava de um ex-presidente e chefe da maior organização criminosa do mundo, o órgão ministerial e da Justiça, que poderiam puni-lo, acabaram por referendar seus feitos”, diz.

Jarbas Soster também lembra que Sérgio Moro foi denunciado por falta de isenção na condução de processos que envolvia o ex-presidente.

“Bolsonaro em vez de demiti-lo, abraça-o e o manteve no cargo mesmo com forte pressão de partidos políticos e ministros pedindo sua saída do cargo”, diz.

Soster diz que Moro não sabe lidar com a democracia e os caminhos que ela exige que sejam percorridos para se alcançar objetivos.

“Após se tornar ministro, Moro percebeu que o cargo lhe concedeu status nacional, mas não lhe conferia o poder de juiz de decidir, como assim era nos processos que julgava enquanto juiz. Em poucos meses percebeu como é o trato como ministro da justiça e que suas decisões e vontades pessoais, dependiam do termômetro da política e da economia nacional. Assim, foi percebendo o que é a democracia, é que para avançar em muitos temas de interesse nacional, é preciso convergir em parte com a vontade política e popular. Com o insucesso da lei anticrime e da aprovação da lei de abuso de autoridade. Moro foi perdendo protagonismo no cargo; Logo percebeu que suas vontades não eram realidades como nas decisões de seus processos. Moro, incapaz de fazer valer a sua agenda no ministério, percebeu talvez que seria a hora de desembarcar do governo, sem que lhe fossem questionadas suas incapacidades de liderar junto a câmara, senado ou até mesmo no STF”, diz.

Por fim, o empresário diz que Sérgio Moro tem claras pretenções políticas e teria aproveitado o momento para iniciar sua antecipada campanha.

“Com a crise do Covid, a crise econômica e política, percebeu que era a hora exata de sair e esperar 2022. Acho que por ter delatado o presidente, tornou-se um indivíduo inconfiável e dificilmente agregará de setores que outrora estiveram ao seu lado. Enquanto a grande corrupção está lá no STF imune e os processos prescrevendo os prazos, se esmerou em abafar o caso da tentativa de assassinato de Bolsonaro e passou a dar ênfase a investigações de deputados da base de apoio do presidente e de seus filhos.Moro pode ter sido cooptado a sair do governo por determinados grupos da política nacional. O fato, é que Moro foi incapaz frente ao sistema, e talvez tenha sucumbido aos intentos da possibilidade de vir a ser Presidente. Moro saiu atirando no governo de maneira desonrosa e o tempo lhe cobrara a fatura”, concluiu o empresário.

COLUNISTAS

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