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Rio Branco, Acre,

 

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Equipes de enfermagem do PS estão afastadas por suspeitas de Covid-19 e atendimento pode sofrer colapso

Gina Menezes

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Uma enfermeira, afastada por suspeita de Covid-19 e que aguarda o resultado do exame, denunciou na manhã desta quinta-feira (16) que pelo menos 4 equipes de enfermagem estão afastadas por suspeita de contraírem o vírus e que a baixa na mão de obra pode afetar a rede de atendimento do maior hospital do Acre, o Pronto Socorro de Rio Branco, caso ocorra um surto da doença no estado.

Além dos casos suspeitos, existem já 4 confirmações de contaminação por Covid-19 em outros profissionais que trabalham na mesma unidade.

“Esses 9 negativos, 3 positivos e 4 ainda em análise são da clínica médica do quarto andar da ala nova do hospital, mas também tivemos 1 positivo no centro cirúrgico. Por conta de um colega ter testado positivo no centro cirúrgico temos duas turmas afastadas, na turma médica temos mais turmas afastadas, dai a gente fica pensando como vai ficar o atendimento ao público no caso de um pico da doença”, diz.

A profissional que aguarda isolada da família o resultado do exame diz que existe uma grande probabilidade dela ter contraído o Covid-19 no andar de cima do Pronto Socorro onde presta serviço e onde são mandados os pacientes. Ela diz que a falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) é o que expõe os profissionais ao risco de contaminação. Ela diz ainda que não há mascaras N95, luvas e, tampouco, aventais adequados.

“Estão nos dando aventais bem fininhos, daqueles transparentes, não são impermeáveis. São curtos, quando na verdade deveriam ir até os pés, são feitos de um TNT tão fino que todo cuidado é pouco ao vestirmos. Os aventais rosas e azuis e os poucos protetores faciais foram doados pelos alunos da Universidade Federal do Acre”, diz.

A enfermeira conta ainda que há setores do PS onde os profissionais trabalham completamente sem proteção, como é o caso do laboratório e raio-x.

“Laboratório e raio-x estão sem máscaras e alguns deles tem que ir até o quarto andar onde tem pacientes contaminados. Ou seja, está todo mundo à deriva”, diz.

A profissional se queixou das falsas informações passadas pelo governo de que há equipamentos e recursos humanos necessários, quando na verdade o maior hospital do Acre pode viver um colapso antes do previsto.

“Só falam em espaço físico, mas esqueceram do recurso humano. Não adianta ter espaço se falta uma máscara N95 ou aventais. Sem contar que logo pode faltar recursos humanos”, diz.

Versão da Sesacre

A assessoria de imprensa da Sesacre afirmou que Rio Branco contra com 16 profissionais de saúde afastados para exame, sendo que há casos confirmados, em Acrelêndia 3 foram afastados e 01 no Bujari, mas que isso não irá comprometer a rede de atendimento.

“Conforme as pessoas vão se afastando por suspeitas ou mesmo contaminação, as direções das unidades vão fazendo as adequações, remanejando profissionais que estejam de folga e até já foram curados ou sairam da quarentena porque deram negativo para a doença”.

Com relação aos EPIs, Mônica Nascimento, gerente de assistência do PS, diz que não está faltando aventais, mas o que acontece é uma otimização daqueles que são de melhor qualidade.

“A Ufac vem nos ajudando, mas a recomendação é justamente a de que os profissionais devam usar os aventais que não são de TNT na abordagem a pacientes. Os de TNT são para quando tiver contato direto com o paciente”, diz.

Quanto às máscaras não houve resposta.

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