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Quem foi Rui Chapéu, a lenda da sinuca brasileira

Redação Folha do Acre

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Nos despedimos de José Rui de Mattos Amorim – o famoso Rui Chapéu – no dia 29 de fevereiro deste ano. O jogador de sinuca mais famoso do Brasil era natural de Itabuna, na Bahia, transformando-se em mais um exemplo de superação ao deixar de lado uma infância carente para ir ao encontro do estrelato nacional graças a sua habilidade na sinuca.

O mais curioso dessa história é que o baiano conquistou fama e dinheiro bem longe dos torneios. A modalidade, afinal, é um jogo de apostadores, fazendo com que o dinheiro estivesse em botecos e bares. Hoje, o cenário se transformou substancialmente e temos não apenas campeonatos de sinuca com prêmios expressivos, como também a possibilidade de jogar virtualmente em cassinos online, como mostra a plataforma CasinoContaAtras. Mas, muito antes disso, tivemos Rui Chapéu.

Graças a sua técnica e habilidade, ele tirou a sinuca da marginalidade, consagrando-se como um marco na televisão nacional e preenchendo o imaginário dos frequentadores de botecos. Abaixo, contamos um pouco de sua trajetória.

A ascensão da sinuca

Antes de Rui Chapéu, a sinuca não possuía prestígio nenhum no Brasil. Em geral, as pessoas acreditavam que essa modalidade estava ligada aos mafiosos ou era praticada apenas por bebuns e malandros em bares e botecos. Até mesmo o governo brasileiro demorou a reconhecer a sinuca como esporte, o que só aconteceu em 1988 – durante o auge da carreira de Rui.

Foi justamente essa desvalorização que afastou o craque do bilhar dos torneios. Segundo ele, esses campeonatos não pagavam prêmio, tornando os jogos apostados em salões, clubes e na TV muito mais vantajosos. Não obstante esse cenário de desvalorização, Rui Chapéu sempre fez questão de defender a sinuca como um esporte.

“Para chegar a ser um jogador de sinuca, você tem que ter habilidade, visão perfeita e controle emocional. Pelo menos”, afirmava ele, elevando a modalidade, mas sem deixar de lado as suas raízes. “A sinuca é um esporte de pessoas pobres. O cara que saiu 4h de casa para trabalhar e se estressou o dia todo chega para dormir no máximo às 22h. Mas ele tem na porta da sua casa um boteco. Então ele vai, toma sua cervejinha, joga sua sinuca e vai embora para começar tudo de novo no dia seguinte”.

O sucesso na TV e a vitória sobre o campeão mundial

O sucesso de Rui Chapéu nas mesas de bilhar acabou o levando à TV. Em 1984, ele foi descoberto enquanto derrotava qualquer oponente que surgisse nos clubes e bares de São Paulo. E, após vencer os 12 melhores jogadores do país, conseguiu um contrato com a Bandeirantes para participar do “Show do Esporte”, que rendeu ótimos índices de audiência à emissora com a transmissão de campeonatos de sinuca aos domingos à tarde.

“Nós chegamos com uma carga horária muito grande e fomos um laboratório para ver o que funcionava ou não na TV. Na primeira metade dos anos 80 a sinuca era praticada em bares e tinha uma certa popularidade. Resolvemos botar isso na TV, levar esse clima de boteco para ver como ficava. Então descobrimos o Rui, que já era conhecido no meio da sinuca e se mostrou um espetáculo. Foi virando a principal atração e ficou bastante tempo no ar”, contou Francisco Leal, um dos criadores do “Show do Esporte”.

A técnica de Rui Chapéu e a crescente popularidade da sinuca em todo o país fez com que o programa permanecesse no ar por oito anos, entre 1984 e 1992. Nesse período, o brasileiro conseguiu emplacar até mesmo uma vitória sobre Steve Davis, conhecido como “Pelé da sinuca”. Antes da derrota por 6 a 1, o inglês já havia se consagrado seis vezes campeão mundial.

Agora, mais de duas décadas após se tornar uma modalidade esportiva no Brasil, a sinuca está próxima de ser incluída no programa olímpico em Paris-2024. E seja nos Jogos Olímpicos ou nos botecos, Rui Chapéu, mesmo já tendo nos deixado, estará presente como parte integrante dessa história.

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